08/09/2014 14h28 – Atualizado em 08/09/2014 14h28
Fonte: Rádio ONU
O novo alto comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas pediu que a comunidade internacional ajude a proteger civis do que chamou de “atrocidades” cometidas pelos extremistas do grupo Estado Islâmico, também conhecido como Isil.
Para Zeid Ra’ad Al Hussein, está claro sob o ponto de vista dos direitos humanos, a comunidade internacional deve priorizar a contenção dos conflitos, cada vez mais interligados, no Iraque e na Síria. Este é o primeiro passo, segundo ele.
Mulheres
O novo alto comissário, que é um príncipe jordaniano, fez a declaração durante seu primeiro discurso no posto, na sede do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.
Ele disse que a comunidade internacional tem que ajudar a proteger grupos religiosos, étnicos e crianças sob risco de recrutamento forçado e de violência sexual. Zeid mencionou severas restrições sofridas pelas mulheres.
O segundo passo então seria garantir a responsabilização pelas violações graves dos direitos humanos e outros crimes internacionais. Conforme mencionou, a impunidade só pode levar a mais conflitos e abusos.
Primeiras Medidas
A terceira tarefa seria analisar a razão das duas crises. Ele disse que a comunidade internacional teria fracassado em garantir as duas primeiras medidas.
Ao citar o assassinato do jornalista americano James Foley, decapitado na Síria pelo EI, o alto comissário condenou atos da ideologia Takfiri, a qual pertencem, segundo Zeid, islâmicos radicais que acusam outros (menos eles próprios) de apostasia.
Zeid deplorou a influência radical na morte de inocentes em países como Nigéria, Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Quênia, Somália, Mali, Líbia, Síria e Iraque, e Estados Unidos, ao mencionar o 11 de setembro.
Crime contra a Humanidade
Ele lembrou ao Conselho de Direitos Humanos que ataques generalizados ou sistemáticos sobre a população civil pela etnia ou crenças religiosas constituem um crime contra a humanidade e que os autores devem ser responsabilizados.

