07/12/2014 00h05 – Atualizado em 07/12/2014 00h05
Em Amambai, Encontro do Folclore Toro Candil valoriza arte, música e poesia
Fonte: Da Redação
“Poesia não compra sapato, mas como andar sem poesia?”, questiona o poeta douradense Emmanuel Marinho. Mas também ter sapato e não ter acesso à cultura restringe a capacidade de uma sociedade crescer e se modificar. “Somente através da educação e da cultura que a gente pode fazer uma cidade melhor”, reflete Emmanuel.
O poeta esteve em Amambai na noite deste sábado (6) participando do 7° Encontro do Folclore Toro Candil, uma iniciativa da AculturA – Associação Cultural Amambaiense (Ponto de Cultura Pájaro Campana) e Violas de São Gonçalo, duas entidades privadas sem fins lucrativos que atuam gratuitamente no ensino e difusão de arte e cultura.
E esta é justamente a intenção da AculturA: a retomada de manifestações da cultura popular que, no processo de urbanização, tendem a desaparecer.
O evento aconteceu no CTG (Centro de Tradições Gaúchas) Sentinela de Amambai e proporcionou para um público de cerca de 500 pessoas um pouco do que vem sendo feito pela Associação Cultural Amambaiense (Ponto de Cultura Pájaro Campana) e Violas de São Gonçalo.
Além da declamação de poesias pelo poeta, ator e educador Emmanuel Marinho, teve ainda apresentação musical de alunos do Ponto de Cultura, da orquestra Violas de São Gonçalo, encerrando a noite, apresentação da Orquestra de Marcos Lucena y Sus Arpas Paraguaias.
O Toro Candil e a Sortija
No domingo (7), o 7° Encontro do Folclore Toro Candil continua com a realização manifestações regionais: La Sortija e música no bosque.
A programação inicia às 9 horas e acontece na Chácara do Rui Cordeiro, em frente ao Parque de Exposições de Amambai. A entrada é gratuita.
A máxima utilizada pela organização, que defende a perpetuação das práticas culturais, é a de que “um povo só se torna grande e independente quando tem sua cultura preservada, ou quando tem coragem para assumir sua primitividade”.
Dessa forma, os realizadores do evento explicam que “é possível identificar duas práticas culturais que foram abandonadas, enquanto manifestação espontânea de um povo: O toro Candil e a Sortija. A importância de fazer a manutenção desse patrimônio imaterial se evidencia na medida em que eles são catalizadores de uma identidade local, que constantemente se veem atacada por uma cultura global, de massa. O confronto é evidente, mas é justamente ele que marca a diferença e a singularidade desta cultura, que, malgrado esta condição, não é estática. Os dois folguedos tem origem no Ocidente medieval e foram trazidos para esta região por famílias Paraguaias, que receberam essa tradição dos colonizadores europeus”, relatam.


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