06/02/2015 13h31 – Atualizado em 06/02/2015 13h31
Filmes brasileiros são destaque no Festival de Berlim
Fonte: MinC
O Brasil terá extensa participação na 65ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale), que começa nesta quinta-feira (5/2) e segue até o dia 15 de fevereiro. Um dos maiores eventos anuais da indústria cinematográfica, o festival conta, este ano, com 14 filmes brasileiros, divididos em cinco mostras diferentes. Além disso, 13 profissionais do país participarão do Berlinale Talents, encontro de profissionais do setor.
Oito filmes e três profissionais estarão no Festival com suporte do Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais, promovido pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), órgão vinculado ao Ministério da Cultura (MinC).
Uma das principais seções do Festival de Berlim, o Fórum do Novo Cinema, se dedica a trabalhos experimentais e de vanguarda e abre espaço para novos talentos. Neste ano, dois filmes brasileiros estarão presentes na categoria: “Brasil S/A”, de Marcelo Pedroso, e “Beira-mar”, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher. Ambos os filmes participam do festival com auxílio do programa de apoio da Ancine.
A mostra Forum Expanded, realizada desde 2006, apresenta filmes, vídeos, instalações e trabalhos performáticos em diferentes locais de Berlim. Três trabalhos experimentais brasileiros foram selecionados para esta seção: “Viventes”, de Frederico Benevides, “Je proclame la destruction”, de Arthur Tuoto, e “Fuja dos meus olhos”, de Felipe Bragança, que também foi contemplado pelo programa de apoio.
Já a mostra Panorama tem como principal foco a exibição de filmes autorais. Quatro brasileiros foram selecionados para a edição deste ano: “Sangue azul”, de Lírio Ferreira, “Ausência”, de Chico Teixeira, “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert, e Jia Zhang-ke, um homem de Fenyang, de Walter Sales. Os filmes de Teixeira, Ferreira e Muylaert estão entre as produções contempladas pelo programa de apoio da Ancine.
A mostra dedicada a filmes indígenas, realizada a cada dois anos e que terá sua segunda edição este ano, terá foco em produções da América Latina. Quatro obras brasileiras estarão presentes: “Hepari Idub’rada”, “Obrigado Irmão”, de Divino Tserewahú (1998), “O mestre e o Divino”, de Tiago Campos Tôrres (2003), “As Hiper Mulheres (Itão Keugü)”, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro (2011), e “Ma Ê Dami Xina – Já me transformei em imagem”, de Zezinho Yube (2008), que recebeu apoio financeiro da Ancine para comparecer ao festival.
Curtas-metragens
Os curtas-metragens estão presentes na programação do Festival de Berlim desde 1955. A seção Berlinale Shorts, entretanto, passou a existir apenas em 2006. Na edição deste ano, o filme “Mar de Fogo”, de Joel Pizzini – que também recebeu auxílio do programa de apoio da Ancine – será o representante brasileiro.
Ainda no âmbito do Festival de Berlim, é realizado o European Film Market, evento de mercado que reúne profissionais de todo o mundo. Dos 88 brasileiros que comparecerão a esta edição, a Ancine apoia a participação de 15, por meio do Programa de Apoio à Participação de Produtores Brasileiros de Audiovisual em Eventos de Mercado e Rodadas de Negócios Internacionais.
A Ancine também dará apoio a dois dos 13 brasileiros que estarão presentes no Berlinale Talents: David Pretto, representante do projeto “Até o caminho”, e Marcelo Caetano, que participa do Script Station, projeto de desenvolvimento de roteiros do evento, com o projeto “Corpo elétrico”.
O programa de apoio da ANCINE apoia ainda a presença de Roberto Menezes Nunes Vitorino, representante do projeto “Corrida dos bichos no Mercado” de Coprodução do Festival de Berlim.

