12/03/2015 11h27 – Atualizado em 12/03/2015 11h27
Implantação do curso de Agroecologia é requerida pela Prefeitura e UEMS de Amambai
Parceria entre Universidade e Poder Público está buscando, junto à retoria da Universidade, a implantação do curso que pode beneficiar jovens indígenas de cidades próximas à Amambai
Fonte: Decom
Amambai (MS) – O prefeito municipal de Amambai, Sergio Barbosa, reuniu-se nessa quarta-feira (11), com representantes da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), representantes da Funai (Fundação Nacional do Índio) e jovens e lideranças indígenas das cidades de Amambai, Caarapó e Paranhos, a fim de debater sobre a possível criação do curso de Agroecologia em uma parceria entre a universidade e a Prefeitura Municipal.
Segundo o prefeito Sergio Barbosa, a administração municipal tem o interesse em conquistar, junto à universidade, o curso de práticas agrícolas com base no desenvolvimento sustentável visando trazer formação aos jovens indígenas que atuam ou que pretendem atuar na área. “Nós estamos atendendo à essa parceria, pois entendemos que o curso vem de encontro aos anseios da comunidade indígena de nossa região”, ponderou o prefeito.
Conforme explanado em reunião, a administração colocou à disposição o espaço da escola agrotécnica Lino do Amaral Cardinal, onde podem ser realizadas as atividades práticas do curso ou até mesmo a totalidade dele. “Hoje, o espaço da Escola Agrícola é utilizado em parceria com a Coopersa e Fundação MS como campo de pesquisas para o desenvolvimento de determinados tipos de soja e isso tem valorizado o espaço e contribuído com o crescimento da agricultura na região. Nós podemos unir, nesse mesmo local, um espaço para que as práticas da Agroecologia sejam colocadas em prática, disponibilizando assim o conhecimento para as diversas maneiras de cultivo”, pontuou Sergio Barbosa. “É uma luta viável e vai de encontro com os nossos anseios”, concluiu.
Agroecologia
O curso Tecnológico em Agroecologia é estratégico para Mato Grosso do Sul, por ter como objetivo contribuir para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar no estado. Durante o curso, os alunos são preparados para orientar manejos que resultem em menores impactos ao meio ambiente e contribuam diretamente na recuperação de áreas degradadas, incorporando-as aos processos produtivos seguindo preceitos da agroecologia.
Segundo especialistas, ela não existe isoladamente, mas é uma ciência integradora que agrega conhecimentos de outras ciências, além de agregar também saberes populares e tradicionais provenientes das experiências de agricultores familiares de comunidades indígenas e camponesas.
A abordagem agroecológica propõe mudanças profundas nos sistemas e nas formas de produção. Na base dessa mudança está a filosofia de se produzir de acordo com as leis e as dinâmicas que regem os ecossistemas – uma produção com (e não contra) a natureza. Propõe, portanto, novas formas de apropriação dos recursos naturais que devem se materializar em estratégias e tecnologias condizentes com a filosofia-base.
O prefeito Sérgio Barbosa e representantes da Uems participarão de reunião com a reitoria da Universidade nos próximos dias, na cidade de Dourados, onde serão debatidas as possibilidades da implantação do curso no campus de Amambai.

