08/04/2015 09h12 – Atualizado em 08/04/2015 09h12
Gestores discutem perspectivas com Lei Cultura Viva
Fonte: MinC
Mais de 50 gestores das redes estaduais e municipais da Política Nacional de Cultura Viva se reuniram nesta terça-feira (7), em Brasília, para um debate sobre as novas perspectivas geradas pela Lei Cultura Viva.
Entre os temas discutidos estiveram o novo papel dos gestores de cultura, as plataformas e sistemas de gestão das redes de Pontos de Cultura e o Termo de Compromisso Cultural (TCC), que substituirá os convênios na relação entre o Estado e os Pontos que receberão recursos.
A secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC), Ivana Bentes, fez uma ampla apresentação sobre a SCDC e abordou a incompatibilidade entre a estrutura do órgão e o tamanho dos desafios a serem enfrentados. “Esta é, também, uma realidade dos estados e municípios”, afirmou, referindo-se ao trabalho das redes de Pontos de Cultura.
Segundo Ivana, é importante gestão partilhada entre o Ministério da Cultura e os gestores estaduais e municipais na execução da Política Nacional de Cultura Viva. Ela ressaltou, ainda, a importância de conhecer as dificuldades dos gestores e dos Pontos de Cultura. “Só assim podemos ir direto ao ponto”, afirmou.
Uma estratégia que está sendo utilizada pela SCDC é o Circuito Cultura Viva. Desde janeiro, Ivana Bentes e equipe já visitaram nove cidades brasileiras com objetivo de mapear demandas de grupos, organizações e artistas de todo o Brasil e construir, de forma participativa, uma agenda em torno da diversidade cultural. A próxima parada, ainda nesta semana, é o estado de Minas Gerais.
Ivana Bentes destacou também que os Pontos de Cultura precisam disputar espaço nos circuitos culturais. “Se os Pontos não buscarem seu espaço, o luxo vai tomar conta de vez do circuito cultural”, observou.
O secretário de Audiovisual do MinC, Pola Ribeiro, também participou do encontro. Ele afirmou que a secretaria está aberta para dialogar com os Pontos de Cultura ligados à área do audiovisual e também com os cineclubistas.
A representante de São Paulo na Comissão Nacional de Gestoras e Gestores Estaduais dos Pontos de Cultura, Natália Cunha, assinalou que os gestores estão se reunindo em seus estados e municípios e levantando informações que contribuam para o avanço da lei Cultura Viva. “Já detectamos diversas questões que serão atendidas pela nova lei”, afirmou.
O gestor da rede de Pontos de Cultura do Rio Grande do Sul, João Pontes, observou que o Estado precisa se reinventar para conseguir atender as demandas apresentadas pela sociedade. Ele ressaltou, ainda, que é preciso fazer alterações nos editais de premiação, para torná-los menos excludentes. Solicitou também que a SCDC faça um mapeamento da mão de obra necessária para dar andamento à Política Nacional de Cultura Viva.

