24/06/2015 09h25 – Atualizado em 24/06/2015 09h25
MinC finaliza primeira versão do Cadastro Nacional de Pontos de Cultura
Fonte: MinC
A Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC) do Ministério da Cultura (MinC) apresentou nessa terça-feira (23), uma primeira versão da ferramenta digital que implementa o Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura. Previsto para ser lançado em outubro, o cadastro permitirá a autodeclaração, o mapeamento e a articulação entre Pontos de Cultura e se constituirá em uma futura rede social de troca e colaboração para a Cultura.
A apresentação integrou a programação da I Imersão da Rede Cultura Viva e Políticas Digitais, encontro entre setores do MinC e agentes da cultura digital, que segue até sexta-feira, com debates abertos ao público (veja agenda abaixo). Presente no debate “Da Cultura Digital ao Digital como Cultura”, a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Ivana Bentes, enfatizou a relevância da plataforma: “O cadastro pode realmente funcionar como uma rede, uma política de colaboração. É o embrião de uma rede social do MinC para qualquer fazedor de cultura. Trata-se de uma política digital que chega a um alto nível de articulação e mobilização”.
O coordenador geral de Monitoramento de Informações Culturais da Secretaria de Políticas Culturais do MinC, Leonardo Germani, reforçou: “A ferramenta vai muito além de um sistema de cadastro, é uma política de participação, de governança colaborativa. É um novo pilar de sistema digital do Ministério da Cultura”.
O secretário Nacional de Participação Social da Secretaria-Geral (SG) da Presidência da República, Renato Simões, também participou da discussão, trazendo um histórico das políticas desenvolvidas na área, como a plataforma Participatório, da Secretaria Nacional da Juventude, o ParticipaBR e a consulta pública que a SG lançou para a definição dos eixos estratégicos de ação do Governo Federal.
“A SG vê como necessária a articulação do conjunto do Governo Federal nesta tarefa e o Ministério da Cultura é um parceiro essencial pra construir essa nova dimensão da participação social, construir uma nova cultura de relacionamento e utilizar novas linguagens, novas tecnologias e metodologias, inclusive digitais, para que isso seja alcançado”, avaliou Simões.
Sobre o Cadastro
Instituído pela Lei Cultura Viva, o Cadastro Nacional será a ferramenta que permitirá a autodeclaração por parte das entidades e coletivos culturais. Assim, grupos e espaços culturais já atuantes em suas comunidades poderão se autodeclarar Pontos de Cultura – com consequente reconhecimento por parte do Estado.
Para quem já é Ponto, o sistema será uma forma de manter os dados atualizados, acompanhar a execução de planos de trabalho e enviar informações sobre atividades desenvolvidas, além de se manter informado a respeito de encontros, editais, apoios e articulações. De forma geral, o cadastro permitirá o mapeamento de informações essenciais da rede e possibilitará, ainda, trocas de serviços, recursos e estrutura, de modo a fomentar a economia viva e solidária.
O Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura será a mais nova ferramenta da Rede Cultura Viva, uma rede dos fazedores e fazedoras de cultura do Brasil. A Rede Cultura Viva é um dos primeiros sistemas dentro de uma nova visão transversal do Ministério da Cultura, que busca integrar de forma convergente as dimensões da Gestão da Informação, das Tecnologias, da Participação e da Comunicação, formando um conjunto de Políticas Digitais.
Também participaram do debate o secretário de Políticas Culturais, Guilherme Varella, e representantes de todas as secretarias do ministério, das regionais Norte, Minas, Sul e Rio de Janeiro, e representantes da Fundação Casa de Rui Barbosa e do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

