25/06/2015 09h15 – Atualizado em 25/06/2015 09h15
Fonte: Fetems
A campanha de protesto contra o reajuste salarial de índice zero para os funcionários administrativos da educação da Rede de Ensino Estadual lançada pelo Sintede (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) de Campo Grande e pela Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato grosso do Sul, na última quinta-feira (18), ganha cada vez mais a adesão dos trabalhadores em educação de todo estado.
Com a utilização de camisetas na cor preta, com a frase: Não curto quem não me valoriza. Este é o reajuste que o governador do estado nos concedeu, 0%. Os funcionários e funcionárias administrativos da educação demonstram o descontentamento da categoria com a política salarial implementada pelo governador Reinaldo Azambuja(PSDB). O governo alega que os trabalhadores em educação receberam o reajuste antecipado no mês de dezembro de 2014, o que é amplamente rechaçado pelos servidores públicos.
“Estamos demonstrando a cada dia que não concordamos de jeito nenhum com essa política do governo de reajuste zero e vamos continuar protestando para que possamos ser valorizados. Cada trabalhador e trabalhadora que veste a camiseta está cobrando do governo a valorização pelo trabalho desempenhado no dia a dia no chão da escola”, disse o presidente do Sintede, Wilds Ovando.
A Fetems já entrou com uma ação tentando derrubar o parecer da Procuradoria Geral do Estado referente ao adiantamento do reajuste dos administrativos em dezembro. “A Fetems não aceita esse parecer e vamos continuar na luta para alterar esta realidade e conquistarmos o que é nosso”, ressaltou Ovando.
“Não podemos nos calar diante dessa política adotada pelo governo do estado de não valorizar a categoria que tem os salários mais baixos entre os servidores públicos do estado. Essa campanha é uma forma de para podermos continuar pressionando o governo e demonstrar a indignação da categoria. Agora é hora de continuarmos unidos nessa luta para buscar a valorização dos administrativos, seja através da unificação da data base, seja contestando o parecer da PGE (Procuradoria Geral do Estado)”, salientou o presidente da Fetems, Roberto Botareli.
A assistente administrativa, Marilza Lopes, da escola Sebastião Santana de Oliveira do bairro José Abraão, em Campo Grande, enfatiza a importância do movimento. “Esse movimento é muito importante porque nós teríamos que ter tido esse reconhecimento, o aumento. O governo afirma que deu o aumento, mas não foi, então temos que lutar. Essa mobilização é importante pra todo mundo saber que nós não ganhamos aumento nenhum”.
Acordo judicial
A Fetems e o governo do estado assinaram um acordo após a greve de seis dias deflagrada pelos trabalhadores em educação pelo não cumprimento por parte do governo da Lei 4.464, o não pagamento de 1/3 de hora atividade e por não conceder reajuste aos funcionários administrativos.
Proposta
Após os dias de paralisação e a intermediação do Tribunal de Justiça, a categoria em Assembleia Geral realizada na quarta-feira(3), avaliou uma segunda proposta do governo, prevendo a integralização do Piso por 20 horas para 2021, garantindo o reajuste anual do piso com acréscimo de 4,37% todo o mês de outubro.
Veja outros itens da proposta aprovada pela categoria:
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Abertura de negociação para antecipação da data base dos administrativos da educação para janeiro, em conjunto com todos os sindicatos representantes das categorias de servidores públicos do estado;
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Pagamento da diferença de 1/3 de hora-atividade, referente a 2013, previsto no artigo 23 § 3° da Lei Complementar 087/2000, a partir de janeiro de 2016. O governo propôs que este pagamento seja realizado em 11 parcelas;
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Prorrogação do Concurso do Magistério, a Fetems também conseguiu que o Concurso dos Administrativos fosse prorrogado;
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Chamada do Concurso dos professores – 500 serão chamados em julho de 2015 e outros 500 em janeiro de 2016;
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Garantia de que os administrativos da educação possam disputar eleição para diretores de escolas na Rede Estadual, diferente do que queria a Secretaria de Educação que era banir os administrativos da disputa eleitoral.
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Eleição direta para as escolas em de tempo integral. As indígenas e educação especial ficaram para serem debatidas quando a Fetems e governo retomarem o debate da minuta da lei que altera as eleições;
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A Fetems também conseguiu a garantia de não corte do ponto dos grevistas, ficando o compromisso de reposição das aulas, professor e administrativos, conforme o calendário de reposição de cada unidade escolar, como determina a legislação.


