25/06/2015 14h26 – Atualizado em 25/06/2015 14h26
“Comércio exterior é prioridade para o Brasil”, afirma Armando Monteiro
Comitiva de autoridades brasileiras chefiada por Dilma Rousseff também irá discutir cooperação e investimentos nas áreas de energia, infraestrutura, educação, saúde, aviação, tributos e regulação
Fonte: Portal Brasil
A poucos dias da viagem de autoridades brasileiras aos Estados Unidos, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, participou nesta quinta-feira (25) da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Monteiro falou da importância econômica do estreitamento dos laços comerciais entre os dois países. Para ele, no atual momento de ajuste fiscal, pelo qual passa o País, o comércio exterior é, “indiscutivelmente, um canal prioritário” para o Brasil.
O ministro, que lançou na quarta-feira (24) o Plano Nacional de Exportações do governo federal, detalhou a política de expansão do setor nos Estados Unidos, considerado um mercado estratégico para a balança comercial brasileira, e em outros blocos econômicos. Com a alta do dólar, o câmbio oferece, segundo o ministro, “uma oportunidade para o comércio brasileiro.
Em sua intervenção, Monteiro explicou que os Estados Unidos estão no centro da estratégia comercial brasileira por razões históricas mas, sobretudo, pelo fato de o fluxo de exportações brasileiras possuir alto valor agregado. “Diferentemente da China, por exemplo, 75% dos bens que nós transacionamos com os Estados Unidos são manufaturados ou semifaturados”, afirmou o ministro.
No ano passado o comércio entre os dois países atingiu U$ 62 bilhões. Do total, as exportações geraram U$ 27bilhões, U$ 17 bilhões de produtos manufaturados, o que faz dos Estados Unidos o segundo maior parceiro comercial e o primeiro destino de produtos manufaturados do Brasil.
Armando Monteiro ressaltou a importância da consolidação, entre Brasil e EUA, de um ambiente favorável aos negócios com maior convergência regulatória. “As barreiras que mais dificultam o comércio não são as barreiras tarifarias. Por isso, propomos, em fevereiro, uma agenda de harmonização de normas técnicas para ampliar o acesso de produtos brasileiros”, disse, referindo-se ao Memorando Bilateral sobre Facilitação de Comércio, firmado em março.
Investimentos e cooperação
A viagem da presidenta Dilma Rousseff para a América do Norte, no próximo dia 27, irá estender a agenda de cooperação e de investimentos tratada no Fórum de Altos Executivos Brasil-Estados Unidos, realizado na semana passada (CEOs). De acordo com o ministro, a agenda integra áreas temáticas de grande interesse para o setor privado: energia, tributação marcos regulatórios, infraestrutura, educação, saúde e aviação.
“Na área de educação, há uma proposta muito interessante de estreitar a cooperação com foco em gestão de escola pública, formação de professores, estrutura curricular e tecnologias educacionais, que podem ser traduzidas na ideia de conectividade”, argumentou. Está prevista, inclusive, uma visita da presidenta Dilma à sede da empresa Google, na Califórnia.
A estratégia deverá aumentar a atração de investimentos dos norte-americanos no Brasil. Monteiro lembrou que os Estados Unidos são a nação que mais investe no País: “São R$ 130 bilhões de dólares de estoque de investimentos diretos”, argumentou o ministro. “Vamos conversar com empresários com interesse em investir na área de infraestrutura”.

