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domingo, 3 de maio de 2026

Aqueça seu coração na festa de São João

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26/06/2015 13h40 – Atualizado em 26/06/2015 13h40

Mais conhecida na região Nordeste, a festa é comemorada em todo o país .

Fonte: Brasil de Fato

Junho só é um mês frio para quem não quer se esquentar ao lado de uma fogueira de São João. A tradição não é nova e nem surgiu no Brasil. Ela teve início durante a Idade Média (entre os séculos 5 e 16) na Europa e foi trazida às terras brasileiras pelos portugueses durante a colonização. Guloseimas como a canjica, o cural e a pamonha são feitas como forma de agradecer a boa safra de milho colhida no ano.

A festa junina é mais conhecida na região Nordeste, mas é comemorada em todo o país. No Rio de Janeiro o clima junino já se espalhou pelas terras fluminenses. Trios de forró, comidas típicas e quadrilhas juninas devem animar os apaixonados pelos festejos.

Essa paixão, para muitos, vem da infância. Maria de Fátima saiu da cidade de Catolé do Rocha, na Paraíba, aos 13 anos de idade, para morar na cidade de Duque de Caxias com os pais. A distância da terra natal não a fez esquecer as tradições dessa época. “Adoro quando chega o São João. É como se a gente ficasse um pouquinho mais perto de casa. Vou a todos os arraiás que posso para dançar forró e lembrar um pouco da Paraíba. É emocionante”, revela Fátima, que trabalha como vendedora e que completará 50 anos no mês de junho.

Para outros, o envolvimento começa nas quadrilhas juninas. O carioca Wagner Bastos, de 35 anos, começou como dançarino na quadrilha Tio Lulu Gouveia, da cidade de São João de Meriti, onde mora. “Comecei a dançar em 1992 e em 1994 estava fazendo a parte de divulgação do mundo junino. Junto com uma amiga da escola decidimos que iríamos dançar numa quadrilha junina. Ela tinha um vestido de noiva e eu tinha uma roupa toda branca. Eu acabei indo sozinho porque a mãe dela não permitiu que ela dançasse”, conta.

Além de trabalhar como auxiliar administrativo no centro do Rio e de ainda animar festas como DJ, Wagner durante o mês de junho se dedica à função de agente junino, responsável por colocar quadrilhas juninas em contato com possíveis contratantes. Para ele, uma das grandes dificuldades para o crescimento da cultura de São João é a pouca divulgação dos meios de comunicação.

“Não existe divulgação. Quando chega o mês de junho, fazem uma entrevista aqui, outra ali, mas fazer uma matéria completa, aprofundando o tema, não. É importante fazer matérias falando sobre os ensaios das quadrilhas, sobre os temas, é isso que falta para a gente”, chama atenção Wagner.

Investimento público

Para Viviane Vicente, diretora da Federação Independente dos Grupos de Danças e Quadrilhas do Rio de Janeiro (FIGDQUERJ), o apoio da população do estado é vital para a manutenção da festa. “É fundamental que as pessoas do Rio de Janeiro abracem o São João como abraçam o carnaval”, convida.

A festa junina é mais conhecida na região Nordeste, mas  é comemorada em todo o país. Foto: Rosilene Miliotti

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