21/07/2015 13h17 – Atualizado em 21/07/2015 13h17
Degradação do Rio São Francisco mobiliza a Comissão de Meio Ambiente
Fonte: CNM
O avanço da degradação do Rio São Francisco levou a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) a definir como prioridade para este ano a avaliação da política de revitalização dessa bacia hidrográfica.
O “rio da integração nacional”, que corta cinco Estados das Regiões Sudeste e Nordeste, está “condenado à morte” pelo despejo de esgoto, assoreamento e destruição de mata ciliar, na opinião do presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA).
Usando de prerrogativa de fiscalização que têm as comissões permanentes do Senado, a CMA quer saber o que tem sido feito para revitalizar o Rio São Francisco, como pré-requisito para a transposição de suas águas.
“Antes da transposição, tem que ter a revitalização. Senão, não vai ter água para a transposição. Ou então o próximo presidente da República vai colocar lá um epitáfio: Aqui jaz o rio São Francisco”, afirma o parlamentar.
No orçamento de 2015, diz o senador, é maior a previsão de recursos para a transposição do que para a revitalização. No entanto, ele alerta que não haverá água nos canais que estão sendo construídos se o rio não for revitalizado.
Degradação e desperdício
Preocupação com a degradação dos rios também inspirou os questionamentos dos senadores a Ney Maranhão, indicado diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA), em sabatina realizada na CMA.
Os parlamentares cobraram uma ação mais efetiva do governo para mudar o comportamento perdulário da população em relação ao uso de água.
Os senadores apontaram ainda a necessidade de redução da quantidade de água utilizada na agricultura. Conforme Otto Alencar, 72% da água consumida no país vai para irrigação e 11% para a criação de gado, ficando 9% no consumo humano urbano, 7% para a produção industrial e 1% para consumo humano rural.

