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sábado, 15 de agosto de 2026

Brasil e Rússia podem intensificar colaboração em usinas nucleares

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19/09/2015 11h07 – Atualizado em 19/09/2015 11h07

Um dos interesses brasileiros é em tecnologias para estender vida útil de usinas

Fonte: Minas e Energia

O Brasil e a Rússia poderão intensificar a cooperação científica e tecnológica na área de energia elétrica, com atenção especial na área nuclear, informou nesta quinta-feira (17/9) o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, no encerramento da viagem à Rússia e à Polônia, como integrante da comitiva chefiada pelo vice-presidente da República, Michel Temer.

“O núcleo de nosso interesse foi em Ciência e Tecnologia e pesquisa. Estive em contato com um instituto de tecnologia nuclear, sobre extensão de vida útil das usinas nucleares por mais 60 anos. Falamos também sobre novos projetos e eles estão interessados”, comentou Braga.

O ministro vislumbrou também possibilidade de incremento econômico entre empresas dos dois países, além da cooperação tecnológica. “Há grandes perspectivas de a relação econômica ficar cada vez mais forte”, disse Braga.

A viagem, iniciada no sábado (12/9), começou na Rússia, onde a Comitiva manteve atividades até quarta-feira. Naquele país, confirmou-se o interesse dos dois governos em impulsionar acordos em energia nuclear para fins pacíficos. “No Brasil, esta não é apenas uma questão de governo, mas uma determinação constitucional de que a energia nuclear seja usada apenas para fins pacíficos”, ressaltou o vice-presidente.

Nessa linha, a Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. e a Rosatom América Latina assinaram memorando de entendimento. A ideia é estimular o intercâmbio para explorar oportunidades de negócio, como a construção do reator nuclear multipropósito brasileiro.

Nesta quinta-feira (17/9), as atividades oficiais ocorreram na Polônia, com encontro com a primeira-ministra do país, Ewa Kopacz, e com autoridades e empresários. “Foi uma viagem muito produtiva. Não só o interesse da Polônia, mas dos empresários brasileiros pela Polônia. Há necessidade de aproximação muito grande entre nossos países”, falou o vice-presidente.

As possibilidades são também reais na área de energia, segundo Eduardo Braga: “Somos um porto seguro para investimentos poloneses”, afirmou.

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