12/11/2015 10h30 – Atualizado em 12/11/2015 10h30
Juti está entre 10 municípios brasileiros que mais desmataram a Mata Atlântica
Amambai é o sétimo que mais desmatou em MS
Fonte: SOS Mata Atlântica
O estudo, com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, apresenta ainda um consolidado dos últimos 14 anos. A cidade do
Estado que mais preservou o bioma no período de 2000‐2014 foi Jardim, que conta com 78,8%
de vegetação natural, em comparação com a área original. A vegetação natural inclui, além das
florestas, outras áreas como refúgios, várzeas e campos de altitude. A capital do Estado,
Campo Grande, possui 17% de área do bioma conservada.
Neste ano, os dados atualizados e o histórico das cidades abrangidas pela Lei da Mata Atlântica
podem ser acessados no hotsite ‘Aqui Tem Mata’, que será lançado nesta semana e apresenta
de forma simples e interativa as áreas remanescentes de Mata Atlântica no país. Com opções
de busca por localidade, mapas interativos e gráficos, a ferramenta está disponível para web,
tablets e celulares, permitindo que os dados estejam acessíveis a qualquer usuário e possam
ser reutilizados com finalidades de educação e defesa da proteção da floresta.
“A SOS Mata Atlântica lança o ‘Aqui tem Mata’ com o objetivo de tornar mais acessíveis os
dados e o histórico das cidades que são abrangidas pelo Mapa de aplicação da Lei da Mata
Atlântica. A partir de uma ferramenta de fácil visualização, qualquer pessoa poderá saber
como seu município tem conservado o bioma mais ameaçado do Brasil. Ampliar o
conhecimento sobre o assunto e torná‐lo mais próximo do dia a dia é uma forma eficiente de
incentivar a participação de todos na proteção do que resta de Mata Atlântica no país”, afirma
Marcia Hirota, Diretora Executiva da Fundação SOS Mata Atlântica.
Atualmente, a Mata Atlântica é a floresta mais ameaçada do Brasil, com apenas 12,5% da área
original preservada.
O ranking de desmatamento do Atlas dos Municípios, com dados de 3.429 cidades brasileiras,
é encabeçado pela cidade piauiense de Eliseu Martins, que teve supressão vegetal de 4.287
hectares (ha) no período entre 2013 e 2014. Por outro lado, outras duas cidades desse Estado,
Tamboril do Piauí e Guaribas, lideram a lista das cidades mais conservadas, com 96% da vegetação natural. No recorte do período 2000‐2014, a cidade campeã de desmatamento no
Brasil é Jequitinhonha (MG), com 8.708 hectares desmatados.
Com índices de desmatamento de 3.429 cidades brasileiras, o ranking de desmatamento do
Atlas da SOS Mata Atlântica é encabeçado pela cidade de Eliseu Martins (PI), com a supressão
vegetal de 4.287 hectares (ha) no período entre 2013 e 2014. Em contrapartida, outras duas
cidades do Estado, Tamboril do Piauí e Guaribas, lideram a lista das cidades mais conservadas,
com 96% da vegetação natural. No recorte do período 2000‐2014, a cidade campeã de
desmatamento no Brasil é Jequitinhonha, com 8.708 hectares desmatados.
Com base em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8, o Atlas da Mata
Atlântica, que monitora o bioma há 29 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e
geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima de 3 hectares (ha). “Foram
anos de trabalho para que pudéssemos consolidar uma base temática (mapa) que permite
atualizações anuais consistentes. A possibilidade de o cidadão comum poder acompanhar a
dinâmica da cobertura florestal do município onde reside é, sem dúvida, a materialização de
uma intenção que tivemos no passado”, afirma Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e
coordenador técnico do estudo pelo INPE.
Confira os rankings por municípios de MS:
Planos municipais da Mata Atlântica
Um dos instrumentos mais eficientes para que os municípios façam a sua parte na proteção da
floresta mais ameaçada do Brasil é o Plano Municipal da Mata Atlântica, que reúne e
normatiza os elementos necessários à proteção, conservação, recuperação e uso sustentável
da Mata Atlântica. Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica,
reforça que o plano traz benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município.
“Os Planos Municipais da Mata Atlântica materializam as leis do bioma Mata Atlântica. Com
novas competências de gestão ambiental, o PMMA é importante para desenvolver políticas de
meio ambiente localizadas, pois é uma legislação que pactua com a própria comunidade local e
a sociedade, diferentemente das demais leis do país”, afirma Mario.


