04/02/2016 15h27 – Atualizado em 04/02/2016 15h27
Petrobras sobe 12% e puxa alta da Bovespa
Fonte: Br 247
Ibovespa acentuou fortemente os ganhos a partir das 12h, levando para os 41.328 pontos nesta tarde, configurando uma alta de 4,45%; as ações ordinárias da Vale marcavam alta de 17%, enquanto as preferenciais subiam 14%. Petrobras chegou a subir 12% na máxima do dia A euforia do mercado fez com que papéis de peso do índice passassem a operar entre leilões, como Petrobras e Vale
Do Infomoney – O Ibovespa acentuou fortemente os ganhos a partir das 12h (horário de Brasília), levando para os 41.328 pontos nesta tarde, configurando uma alta de 4,45%. A euforia do mercado fez com que papéis de peso do índice passassem a operar entre leilões, como Petrobras e Vale.
Neste momento, as ações ordinárias da Vale marcavam alta de 17%, enquanto as preferenciais subiam 14%. Petrobras chegou a subir 12% na máxima do dia.
Os papéis das educacionais também subiam forte hoje, após acordo das empresas com a Abraes para que as escolas recebam créditos do Fies de 2015 a partir deste ano. Na Bolsa, o papel do setor que mais sobe é da Anima, com ganhos de 18%.
Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão, segundo cotação das 13h46 (horário de Brasília):
Commodities
As ações ligadas a commodities chamam atenção, com Vale (VALE3, R$ 10,53, +16,87%;VALE5, R$ 7,92, +13,79%) e as siderúrgicas Usiminas (USIM5, R$ 1,05, +9,38%), CSN (CSNA3, R$ 4,31, +13,72%), Gerdau (GGBR4, R$ 4,10, +10,22%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 1,31, +11,02%) saltando mais de 10%. Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 3,66, +12,62%), holding que detém ações da Vale. Esses papéis acompanham os ganhos de ativos semelhantes no exterior.
Petrobras (PETR3, R$ 6,92, +11,97%; PETR4, R$ 4,90, +8,91%) passava a ganhar força também nesta tarde, em meio à euforia generalizada e virada dos preços do petróleo. Neste momento, o contrato Brent subia 1,34%, a US$ 35,51 o barril.
Sobre as empresas, uma série de notícias no radar. O JPMorgan cortou a estatal de “neutra” para “underweight” (exposição abaixo da média do mercado), o que seria similar a uma recomendação de venda. O analista Marcos Severine coloca o preço-alvo da ação em R$ 7,00.
Ainda sobre a estatal, saiu no jornal Folha de S. Paulo que a presidente Dilma Rousseff concordou com o projeto que permite à abrir mão de ser a operadora única do pré-sal em certos leilões de áreas de exploração, mas ainda teme que a aprovação do projeto de autoria do senador José Serra (PSDB-SP) dê início a mudanças mais profundas nas regras da produção na área.
Já sobre as siderúrgicas, uma boa notícia vinha da China. O país anunciou que vai cortar a produção do aço em mais de 150 milhões de toneladas nos próximos cinco anos, segundo um relatório divulgado hoje, informou a Bloomberg.
Por aqui, a agência de classificação de risco Standard & Poors cortou o rating global da Samarco Mineração – joint venture entre Vale e BHP – de “BB-” para “B”, e removeu o rating de “observação negativa” passando a assumir “perspectiva negativa”. O rating da Samarco reflete, principalmente, a incerteza quanto à retomada das operações da companhia, o que aumenta a pressão de liquidez à medida que multas e passivos se acumulam, além do risco de quebras de contratos, após o desastre com uma barragem de rejeitos de mineração em Mariana, no ano passado, explica a agência.
A Gerdau informou o mercado que fechou um acordo de cooperação técnica com a japonesa JFE Steel para chapas gorssas, visando atender o mercado das Américas. “Os consultores técnicos da JFE apoiarão à Gerdau a elevar o domínio tecnológico da produção de chapas grossas”, informou a companhia em comunicado. O laminador de chapas grossas entra em operação em julho na usina Ouro Branco (MG), com capacidade instalada anual de 1,1 milhão de toneladas.
Já a CSN foi cortada de B1 para Caa1 pela agência de classificação de risco Moody’s. A perspectiva continua negativa.
Rossi (RSID3, R$ 3,94, +12,57%)
As ações da Rossi disparam nesta sessão, operando entre leilões, após a companhia afirmar que está analisando uma venda de ativos para obter caixa. A companhia diz que ainda não decidiu a estratégia a ser usada, mas que estão sendo analisadas as possibilidade para reestruturação. Em 3 pregões, os papéis já disparam 125%.
Educacionais
As companhias do setor educacional, Kroton (KROT3, R$ 9,29, +6,91%), Anima (ANIM3, R$ 12,10, +18,51%), Ser (SEER3, R$ 8,50, +5,59%) e Estácio (ESTC3, R$ 12,60, +5,44%) disparam nesta sessão. As companhias disseram que a associação Abraes obteve acordo para que as escolas recebam créditos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) de 2015 a partir deste ano, até 2018. O Ministério da Educação não vai limitar reajuste de mensalidade do Fies, segundo informações do Estado de S. Paulo.
Além disso, notícia de O Estado de S. Paulo de hoje disse que que o governo também não vai impor limite de reajuste de mensalidades do Fies, o que teoricamente permitiria às empresas repassar pelo menos inflação de custo, o que teoricamente defenderia a margem desses alunos.
Segundo o BTG, embora em linha com o que as empresas vinham indicando, as notícias, oficialmente chanceladas pelo governo, trazem muito mais transparência e conforto para a dinâmica de geração de caixa do Fies. Os analistas acrescentaram que isso é outro passo na direção de reconstrução de parte da confiança dos investidores no setor.
Porto Seguro (PSSA3, R$ 24,98, -6,16%)
Depois de subir 7%, as ações da Porto Seguro caem nesta sessão, após balanço do 4° trimestre. A companhia registrou lucro líquido de R$ 294 milhões, alta de 6% na comparação anual. A receitas totais cresceram 5%, para R$ 4,47 bilhões.
Segundo o BTG Pactual, o resultado foi fraco, com lucro abaixo do estimado, com sinistralidade pior do que o esperado e número ainda fraco em “non-insurance”. Por outro lado, o resultado no ano foi bom, com crescimento de 14% na comparação anual.
Juntamente com o balanço, a companhia anunciou a recompra de até 5 milhões de ações ordinárias em um ano.
PDG Realty (PDGR3, R$ 3,62, +34,07%)
As ações da incorporadora PDG Realty novamente chamam atenção na Bolsa e operam entre leilões. Os papéis da companhia, que renovaram mínima histórica na Bolsa em novembro e de lá para cá vinham operam próximos aquele patamar, já disparam 100% nos últimos 6 pregões.
Sabesp (SBSP3, R$ 21,44, +3,18%)
As ações da Sabesp tiveram recomendação elevada para compra pela Citi Corretora, assim como o preço-alvo de R$ 28,70 por ação, por conta da melhora na hidrologia, dos riscos dos riscos reduzidos de racionamento, da recuperação de lucros no curto prazo e por maiores retornos regulados para o ciclo tarifário de 2017 a 2022.
BRF (BRFS3, R$ 50,25, +1,82%)
A Citi Corretora elevou as estimativas e reiterou a recomendação de compra para BRF. Analistas citaram que as aquisições recentes (Tailândia/Argentina/Reino Unido) e a recente revisão da projeção da corretora para o câmbio (em média, R$ 4,36 para 2016), mais do que compensam o risco País mais alto, permitindo que elevassem a estimativa do lucro para a empresa.

