05/03/2016 09h58 – Atualizado em 05/03/2016 09h58
Fonte: Da Redação
Amambai (MS)- Celebrar a chegada dos calouros, além de abraçar uma causa social. Este foi o objetivo dos estudantes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) ao realizarem, na noite da última sexta-feira (4), a primeira fase do Trote Solidário.
O evento, que aconteceu na praça Cel. Valêncio de Brum, reuniu alguns calouros e veteranos da universidade para assistirem o teatro de rua Ferro em Brasa – realizado pelo grupo de teatro Maracangalha, de Campo Grande – que tinha como tema a luta dos povos indígenas desde o descobrimento do Brasil até os dias de hoje.
O ator e diretor do grupo de teatro, Fernando Cruz, fala o papel da universidade é dialogar com a sociedade, demonstrando o conhecimento obtido a fim de criar uma sociedade melhor e com novas perspectivas, embasado em um mundo de conhecimento e informação.
“O papel da universidade é a transmissão e a construção de conhecimento, e essa é a oportunidade que ela tem de construir mentes, novos corações e novas mentalidades: dialogando com a sociedade, até porque o conhecimento não pode ficar restrito somente a academia, o conhecimento produzido dentro da academia deve servir para transformar a sociedade a qual vivemos.” Explica o ator e diretor.
Para o calouro do curso de Ciências Sociais, Jonas Rossi, uma das coisas mais importantes no teatro apresentado pelo grupo foi a conscientização da sociedade. Segundo ele, é de suma importância, que os estudantes percebam e entendam as lutas e dificuldades dos povos indígenas.
“O mais importante é a conscientização da sociedade, principalmente para quem tá entrando agora na faculdade, que tem esse papel de ter essa pesquisa, essa interpretação científica do que acontece. E esse teatro passa bem a visão do que foi para os povos indígenas essa colonização do branco e essa predominância atualmente na sociedade em que vivemos”, afirma o estudante.
Segundo a acadêmica de Ciências Sociais e organizadora do trote, Sara Vital, a fase final do evento acontece no dia 28 de março na sede da UEMS de Amambai. “A fase final acontece no dia 28, até lá estaremos arrecadando mantimentos, roupas, calçados e produtos de higiene pessoal para doarmos para famílias carentes”, afirma Sara.
Os calouros
Através do Sisu, a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) de Amambai abriu 80 vagas, sendo 40 para o curso de Ciências Sociais e 40 para o curso de Licenciatura em História.
A acadêmica de História Irenice Vitor Mendes, de 19 anos e que veio de São Paulo diz estar se surpreendendo positivamente com a qualidade do curso e com os colegas. “O que me trouxe para cá foi a vontade de cursar história, como eu não consegui entrar pelo Sisu em São Paulo, eu me mudei para cá; estou adorando o curso, os professores são ótimos e os colegas também”, disse ela.
Já o estudante de Ciências Sociais, Jonas Rossi diz que espera que todos os alunos se empolguem com o curso. “Espero que todos os acadêmicos que entrem tenham vontade de fazer a ciência e mesmo que eles não gostem do curso eles encontrem outro curso com o qual se identifiquem”, afirma Jonas.



