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terça-feira, 14 de julho de 2026

Sede do Conselho Tutelar de Amambai tem sido apredrejada

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16/04/2016 16h14 – Atualizado em 16/04/2016 16h14

Fonte: Da Redação

Amambai (MS)- A sede do Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente de Amambai tem sido alvo de ataques na última semana. A porta de acesso e mais seis janelas foram apedrejadas nas noites de segunda, terça e quinta-feira, dias 11, 12 e 14..

Segundo o coordenador do Conselho Tutelar, Dirleu Zanetti, esses ataques são uma forma de represália contra os conselheiros, que muitas vezes são responsáveis por tirar a criança do convívio familiar em caso de situação de alta periculosidade.

“Sabemos que quem fez isso não foi para furtar e sim para assustar, devido ao nosso trabalho que visa a proteção da criança e do adolescente e muitas vezes vai de frente com a vontade daquele pai ou daquela mãe – que expõe o filho a situação de risco – ficarem com a criança”, afirma Dirleu Zanetti.

Segundo o coordenador, o conselho realiza diversos trabalhos visando a segurança da criança e do adolescente, bem como para fortalecer os vínculos familiares. Ele explica que o recolhimento para a Casa da Acolhida Fraterna, popular Lar do Menor, acontece em último caso, apenas quando a criança está exposta a um alto grau de periculosidade.

“O recolhimento é feito em último caso, quando constatamos que a criança se encontra em estado de periculosidade, nós procuramos familiares, não tendo ninguém ou se esse parente não tiver condições estruturais para cuidar da criança, nós levamos-a para o abrigo; e só depois que o Cras [Centro de Referência de Assistência Social], o Creas [Centro de Referência Especializado em Assistência Social e a Assistência Social estruturarem a família é que o Juiz devolve a criança para o meio familiar, isso leva em torno de dois e três meses. Uma vez dando entrada casa de acolhimento, somente o Juiz para tirar, mas há pais que não se conformam”, explica o coordenador.

Outras ameaças

O coordenador conta que os conselheiros recebem diversas ameaças por telefone, cartas anônimas e outros meios de pais que não se conformam com a retirada dos filhos do convívio familiar.

Segundo o Dirleu, os conselheiros precisam de muita cautela ao sair de suas casas e procuram ir sempre acompanhados pela polícia quando se deslocam para determinadas regiões do município. “Depois de receber essas ameaças, nós sempre procuramos a polícia e sempre que necessitamos ir até determinadas regiões de Amambai nós solicitamos o acompanhamento da Polícia Militar e Civil, e no caso das aldeias, vamos acompanhados pela Casai [Casa de Apoio à Saúde do Índio]”, afirma Dirleu.

De acordo com Dirleu, esse apedrejamento deixou todos os conselheiros apreensivos mesmo com a Polícia Civil investigando o caso e a Polícia Militar realizando rondas noturnas na sede do conselho. “Isso nos deixou muito preocupados, pelo fato dos conselheiros que realizam plantão a noite então pedimos para a Polícia Militar realizar rondas na nossa sede”, finaliza o coordenador.

A porta que dá acesso a sede do Conselho Tutelar também foi vítima do apedrejamento / Foto: Moreira Produções

Dirleu Zanetti, coordenador do Conselho Tutelar / Foto: Moreira Produções

Seis janelas da sede do Conselho Tutelar foram danificadas / Foto: Moreira Produções

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