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segunda-feira, 13 de julho de 2026

O Ébrio e seu cão

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11/09/2016 13h33

Poesia escrita há mais de 15 anos por Edirley Viana Vieira, motivada pelas andanças de Toninho Moraes pelas ruas de Amambai

Por Edirley Viana Vieira

A relação entre o homem e seu cão se restringe na fidelidade do animal para com seu dono. Essa fidelidade se faz presente neste poema feito a um amigo que se encontra tal qual uma mariposa, debatendo-se pelas paredes de um quarto mal iluminado.

Num ziguezague lá vem o bêbado amigo, costurando a avenida principal, ora a direita, ora a esquerda, ora nos números pares, ora nos números ímpares na tentativa de uma fração de lucidez.

O bêbado se fez casulo, se fez crisálida e eclodiu, voando para a liberdade e descobriu que o estar normal é também situação de liberdade.

O Ébrio e seu cão / Edirley Viana Vieira

Lá vai o ébrio e seu cão
Cão pequenino
Feline é seu nome
Na guarda constante
De passos inconstantes
De um corpo que tenta
Manter-se normal

Lá vai o ébrio
No seu ziguezague
No cai mas não cai
O cãozinho em guarda
Do seu lado não sai

Lá vai o ébrio
Amigo de todos
Com suas novidades
Hoje um poema
Amanhã um mapa
Com esquema

Em riste, com seu arco e flecha
Promete, mira
Tropeça, se atira

Agora é fotógrafo
Pede uma pose
Eterniza o passante
Nos seus retratos
Jura que vai para além-mar

Oi! Oi!
Lá vai o ébrio com seu cãozinho
Oi!
Pedindo abrigo
Nos corações.

O Ébrio é um filme brasileiro de 1946 dirigido por Gilda de Abreu e escrito por ela e seu marido Vicente Celestino, que protagoniza o filme. Inspirado na canção epônima de Celestino, a história havia sido antes transposta para uma peça de teatro. É possivelmente um dos maiores sucessos da história do cinema brasileiro. Estima-se um público de 5 milhões de espectadores nos primeiros quatro anos,[1] números que podem chegar a 8 milhões no total.

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