19.1 C
Dourados
terça-feira, 11 de agosto de 2026

Deputado alerta para prejuízo a trabalhador e à função social do Banco do Brasil

- Publicidade -

28/11/2016 16h49

Fonte: João Grandão

Na terça-feira (22) o deputado estadual João Grandão (PT/MS) usou da palavra na sessão plenária para manifestar sua preocupação com as medidas de reestruturação do Banco do Brasil anunciadas no último domingo ao mercado. No pacote de contenção de gastos, o fechamento de 402 agências bancárias e a conversão de outras 379 em postos de atendimento, culminando na redução de 9 mil vagas e 18 mil funcionários em todo o País.

Além disso, serão criados um plano de aposentadoria incentivada e de redução de jornada de trabalho e 31 superintendências regionais serão desativadas.

O parlamentar destacou que essas medidas afetarão oito agências e 202 funcionários de Mato Grosso do Sul, sendo quatro unidades fechadas e outras quatro transformadas em postos de atendimento. “Estive ontem no Sindicato dos Bancários de Dourados e Região e os trabalhadores do setor estão preocupados, afinal as estratégias adotadas causarão desemprego e a instituição perderá sua função social, que é uma das mais valiosas”, disse Grandão, que informou já ter sido solicitado pelo sindicato uma reunião com a direção do banco para mais informações sobre o assunto.

“Creio que foi uma decisão atropelada e, novamente, quem ‘pagará o pato’ são os trabalhadores e o povo que mais precisa das políticas de crédito e financiamento. Além disso, o fechamento das agências e superintendências afetará diversos setores da economia, como a Agricultura Familiar”, avaliou João Grandão na tribuna, advertindo que a Caixa Econômica já sinalizou com a possibilidade de anunciar em breve medidas semelhantes.

“Esse desmonte, esse Estado Mínimo que estão promovendo é mínimo para a maioria e máximo para a minoria, que são aqueles que promovem a exploração financeira do nosso País”.

Para o presidente do Sindicato de Bancários de Dourados e Região, Ronaldo Ferreira Ramos, reduzir a estrutura dos bancos públicos é uma iniciativa equivocada que vai contra o crescimento do próprio País. “Os bancos públicos ampliaram o crédito de 38% para 57% de 2008 a 2016, enquanto os privados registraram uma queda de 5% nesse quesito ao longo do mesmo período. Com o desmonte que se anuncia, quem perde é a sociedade”, antecipou ele, que informou que o movimento sindical não foi, em nenhum momento, convidado pelo Governo Federal para discutir a respeito do assunto.

João Grandão (PT/MS).Foto: Divulgação

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-