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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Sistemas integrados diminuem riscos de produção e de renda

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05/12/2016 10h02

Segundo consultora de ILPF, Brasil tem mais de um milhão de hectares com integração de culturas

Fonte: Uagro

“Trabalhar com sistemas integrados de produção é uma das maneiras mais eficientes do produtor minimizar seus riscos”. A afirmação é da consultora da Rede TT Ilpf da Fundação Eliseu Alves, Mariana Takahashi, feita durante a apresentação dos resultados do projeto “Rentabilidade no Meio Rural em Mato Grosso” nesta sexta-feira (02). Segundo ela, o Brasil tem mais de um milhão de hectares integrados.

O projeto é desenvolvido pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Sena-MT) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Para chegar à conclusão da mitigação dos riscos por meio do uso de sistemas integrados, Mariana se baseou nos resultados de duas propriedades rurais de Mato Grosso que adotam o sistema.

A Fazenda Dona Isabina, localizada no município de Santa Carmen, região médio norte de Mato Grosso, possui o sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e foi avaliada durante os anos de 2005 a 2012. A área foi dividida em cinco módulos de 100 ha cada e foi montada uma propriedade modal, onde foi feita a análise separada das culturas e os mesmos indicadores foram aplicados na área de integração.
“Notamos que um possível aumento no custo dos insumos a rentabilidade da fazenda modal de soja e milho safrinha é reduzida em praticamente o dobro da fazenda de integração. Simulando uma má negociação em que os insumos foram mais caros, o sistema de integração ainda consegue amortizar um pouco mais, quando comparada a modal”, explica Mariana.

A outra propriedade analisada foi a Fazenda Brasil, localizada em Canarana, região nordeste de Mato Grosso. Na propriedade é adotado o sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (Ilpf). A avaliação foi feita de 2010 e será continuada até 2017, quando serão feitos os cortes das árvores. “Chegamos à conclusão de que na fazenda modal, onde não há integração, a cada R$ 1,00 investido o retorno é de R$ 0,41. Já na integração a rentabilidade aumenta para R$ 0,68 a cada R$ 1,00 investido”.

Foto: Divulgação

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