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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Greve em MS leva mais de 70 mil pessoas para as ruas de Campo Grande

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29/04/2017 11h10

Aconteceram atividades durante todo o dia na cidade

Fonte: Assessoria Fetems

As principais ruas do centro da capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, foram tomadas, na manhã desta sexta-feira (28), pela classe trabalhadora com suas bandeiras, faixas e cartazes, que deixavam claro a revolta de mais de 70 mil sul-mato-grossenses com as reformas da previdência e a trabalhista do Governo de Michel Temer (PMDB). A atividade fez parte da Greve Nacional, puxada pelas centrais sindicais brasileiras, que levou mais de 35 milhões de brasileiros para as ruas neste dia histórico.

Em CG a concentração iniciou na Praça Ary Coelho, no centro da cidade. Aderiram à manifestação nacional diversas categorias de servidores federais, estaduais e municipais. A FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) foi a entidade que puxou as manifestações dessa manhã, além de paralisar 97% das escolas públicas das Redes Municipal e Estadual, a entidade e seus 73 sindicatos de base trouxeram caravanas de todo o Estado para as atividades na capital.

De acordo com o presidente da FETEMS, Roberto Magno Botareli Cesar, a ação superou expectativas e trouxe esperança para os que lutam por direitos e contra o retrocesso. “Esperávamos cerca de 50 mil pessoas e quando o número foi superado comemoramos muito, pois isso prova que o povo começa a entender o cenário e a saber que só será possível não perder direitos se somarem na luta contra o desmonte do estado brasileiro de direito”, disse.

Durante a passeata os deputados federais Carlos Marun (PMDB), Tereza Cristina (PSB), Elizeu Dionízio (PSDB), Geraldo Resende (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) foram vaiados por terem votado favoráveis à reforma trabalhista.

Outras ações

Pela manhã, o transporte coletivo municipal parou, a rodoviária de intermunicipal de Campo Grande paralisou, setores da saúde estadual realizaram paralisação de duas horas de suas atividades, escolas não abriram hoje, o sindicato da construção civil paralisou, junto com os trabalhadores, 7 obras no centro a cidade. Os metalúrgicos da empresa ADM em Campo Grande também cruzaram os braços.

Servidores

Públicos Federais realizaram um grande ato às 8h da manhã em frente do prédio
da Previdência Social com centenas de pessoas, o Fórum dos Servidores Públicos
Estaduais organizou diversas categorias no protesto, os Servidores Municipais também
paralisaram, as portas de diversas lojas do comércio do centro de capital
fecharam as portas em apoio ao ato.

A luta continuou

no período da tarde de hoje (28) às 14h, em Campo Grande, está confirmado uma
Audiência Pública, contra as Reformas do Temer, na Assembleia Legislativa, com
a participação de Ari Camargo, da CUT Nacional, Dra. Elenice Hass de Oliveira,
do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário e do Dr. Paulo Douglas,
procurador do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul.

Interior

Protestos também aconteceram em Dourados, Corumbá, Aquidauana, Batayporã, Deodápolis, Inocência, São Gabriel do Oeste, Fátima do Sul, Miranda, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul Pedro Gomes, Ponta Porã, Rio Negro, Sonora, Terenos, Três Lagoas, Vicentina, entre outros municípios

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