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domingo, 29 de março de 2026

Em ato político no interior, André começa a pedir votos para o governo do Estado

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05/02/2018 08h41

Ex-governador se diz disposto a enfrentar o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nas eleições de outubro

Fonte: Campo Grande

Durante ato político organizado pela cúpula regional do MDB, na cidade de Costa Rica, o ex-governador André Puccinelli se disse disposto a disputar o governo de Mato Grosso do Sul num possível confronto direto com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). O juiz aposentado Odilon de Oliveira (PDT), apesar de liderar pesquisa de intenções de voto, corre por fora.

Motivado por manifestações de “volta André” em Coxim e Costa Rica, o ex-governador pediu apoio à sua pré-candidatura à sucessão estadual, assegurou não estar impedido judicialmente de concorrer as eleições e pediu para ninguém atacar os adversários políticos. O que ele quer mesmo, se eleito, apoio dos rivais para ajudar a governar Mato Grosso do Sul.

“Hoje, mais maduro, eu aprendi que mudar é preciso, e quero contar com os amigos e mesmo com os adversários para fazer um Mato Grosso do Sul maior e melhor”, afirmou. A caravana levou as principais lideranças do MDB à região Norte.

André, no entanto, tem pendencias judiciais por conta da Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, que investiga desvio milionário de dinheiro público ao longo de seu mandato.

“Sou pré-candidato. Não pode falar candidato ainda. Mas eu quero ser candidato! Aceitei ser pré-candidato e vocês que têm que me dizer se posso passar a ser candidato”, disse André no discurso realizado em Coxim.

Denúncias

No começo do ano, a 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande aceitou mais uma denúncia contra o ex-governador e outros 12 acusados de cometerem crimes de estelionato e contra o patrimônio público. Os mesmos citados já tinham sido denunciados pela acusação de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

De acordo com a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), assinada pelo procurador Davi Marucci Pracucho no dia 3 de dezembro de 2017, Puccinelli, Giroto e o empresário João Krampe Amorim eram os comandantes da organização criminosa.

Com a relação dos três, fraudaram processos de licitação para direcionar qual empresa iria conduzir as obras seja da prefeitura de Campo Grande ou do governo do estado, quando Puccinelli esteve à frente da administração.

Entre as obras investigadas, o MPF e a CGU (Controladoria Geral da União) constatou irregularidades na implantação e pavimentação das rodovias MS-430 e MS-040, além no da construção do Aquário do Pantanal. As investigações fazem parte da Operação Lama Asfáltica que já teve cinco fases.

André durante discurso em ato do MDB (Foto: Divulgação )

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