05/02/2018 08h40
Dez dos 15 colegas de bancada se dizem contra governo desistir da indicação.
Fonte: G1
Um mês depois de Cristiane Brasil (PTB-RJ) ter sido nomeada ministra do Trabalho pelo presidente Michel Temer, a maioria dos deputados do PTB se diz favorável a que o presidente Michel Temer insista em empossá-la no cargo – a posse da deputada está suspensa por decisão da Justiça.
Dos 15 colegas de bancada de Cristiane Brasil ouvidos pelo G1 desde a última sexta-feira (2),
O levantamento para esta reportagem foi feito antes que viessem à tona novos fatos que envolvem Cristiane Brasil. No sábado (3), o jornal “O Estado de S. Paulo” revelou que Cristiane Brasil é investigada em um inquérito que apura suposta associação com o tráfico de drogas. A informação foi confirmada pela TV Globo.
No domingo (4), o Fantástico revelou uma gravação feita em 2014 onde Cristiane Brasil, então Secretaria Especial do Envelhecimento Saudável e da Qualidade de Vida da Prefeitura do Rio de Janeiro, pede votos a funcionários da pasta para se eleger deputada federal pelo PTB.
Nesta terça-feira (6), com a retomada dos trabalhos no Congresso, prevista para esta segunda (5), os integrantes da bancada do PTB na Câmara devem se reunir para discutir o assunto.
Cristiane Brasil foi nomeada ministra do Trabalho pelo presidente Michel Temer em 4 de janeiro. Mas, quatro dias depois, a Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendeu a posse, atendendo a um pedido segundo o qual a deputada feriu o princípio da moralidade por já ter sido condenada por dívidas trabalhistas.
Temer insiste na nomeação devido ao compromisso firmado com o presidente do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson, pai de Cristiane Brasil, e para assegurar a fidelidade da bancada do PTB na votação da reforma da Previdência, prevista para este mês.
Depois de a Justiça negar vários recursos da deputada, a AGU (Advocacia Geral da União) recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), que liberou a posse.
Mas, dois dias depois, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, suspendeu a posse novamente, em caráter liminar (provisório), até tomar uma decisão definitiva sobre o assunto. Não há data marcada para o julgamento do caso.

