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sexta-feira, 1 de março de 2024

Projeto piloto quer levar educação emocional para escolas das aldeias indígenas de Amambai

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Todas as atividades serão desenvolvidas em Guarani Kaiowá com o foco nas crianças da primeira infância

O projeto piloto denominado Apytu’ũresãi, que em Guarani Kaiowá significa saúde mental, pretende desenvolver a educação emocional para alunos das escolas em aldeias indígenas da região da cidade de Amambai, no sul de Mato Grosso do Sul. Todas as atividades serão aplicadas no idioma Guarani Kaiowá, sob a coordenação e tradução dos professores Flaviano Franco e Uilian Sanches Martins.  A idealizadora do Apytu’ũresãi é a farmacêutica, graduanda em Medicina, a doutora Fernanda Fialho de Oliveira, que desde 2015 dedica-se a elaboração de projetos de educação e escrita de livros infantis voltados para a saúde. 


“Eu acredito que a única forma de evoluirmos enquanto nação é termos indivíduos saudáveis, e para isso, necessita-se de saúde mental, emocional, física, espiritual e financeira. E sabemos das necessidades e dos problemas de saúde mental enfrentados pelas comunidades indígenas. Por isso, esse projeto quer trabalhar as emoções, o resgate do valor das tradições e da cultura desse povo, refletindo positivamente na autossatisfação, autoconhecimento e autorregulação, reverberando na saúde coletiva”, descreve Fernanda.

O material que será trabalhado durante a execução do projeto é composto por quatro livros de leitura, quatro cadernos de atividades, dois tabuleiros com quatro jogos e dois baralhos, todos os materiais já traduzidos para o Guarani Kaoiwá.

“Além da distribuição do material pedagógico, são realizadas capacitações presenciais com psicólogos, psicopedagogos, neuropedagogos. Todo o material está aliado à metodologia ativa de aprendizagem, 100% vivenciais, transversais e integram diferentes áreas do conhecimento promovendo o desenvolvimento cognitivo da criança de forma integral”, complementa a idealizadora.

Também serão realizadas oficinas socioemocionais sob a orientação da psicóloga, Janaina Goulart. Para que o projeto seja aplicado, os organizadores buscam recursos para a produção dos materiais. O custo individual para cada criança é de R$ 250. O material será utilizado durante um ano. A estimativa é alcançar até seis mil crianças de aldeias Guarani Kaiowá. Com o valor arrecado serão impressos e confeccionados 5660 caixas box individuais compostas com 4 livros de leitura Guarani Kaiowá; 4 cadernos de atividades Guarani Kaiowá; 2 tabuleiros (4 jogos) Guarani Kaiowá; 2 jogos de baralho Guarani Kaiowá; Feltros coletivos (fantoches, dedoches) e Manuais dos professores.

Para conseguir o valor, desde o início do mês uma vaquinha virtual foi aberta pelo link: www.kickante.com.br/vaquinha-online/projetoapytu. As contribuições podem ser a partir de R$15.

Programa Turminha do Bem – O projeto Apytu’ũresãifaz parte do Programa Turminha do Bem, uma iniciativa socioeducativa, de cunho pedagógico, informativo e preceptivo dentro das escolas, tem como uma das frentes de atuação o Projeto Nossas Emoções e a transformação social com o objetivo de trabalhar a saúde emocional das crianças e adolescentes em idade escolar dos ensinos infantil e fundamental. Criado em Campo Grande – MS, em 2015, pela doutora em ciências Fernanda de Oliveira Fialho, o programa tem o objetivo de fornecer materiais e conteúdos educativos interdisciplinares diferenciados e complementares para os alunos da educação infantil, ensinos fundamental e médio através de contos expressivos e ferramentas da metodologia ativa. A Turminha do Bem é formada pelos personagens Bacbem, Kito, Raio, Neural e Denoka, cada um deles tem uma função na didática com os alunos.  O projeto oferece cinco propostas de trabalho para a equipe pedagógico das escolas. A Turminha do Bem já alcançou mais de 35 mil alunos em escolas públicas e particulares e mais de sete mil professores capacitados.

Para mais informações: www.projetoturminhadobem.com.br

Fonte: Assessoria

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