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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Morre frei Sérgio Görgen, liderança do movimento camponês no Brasil

Ele foi o criador do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)

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Morreu nesta terça-feira (3), aos 70 anos, frei Sérgio Görgen, liderança histórica do movimento camponês no Brasil. O religioso, escritor e intelectual de causas populares, foi um dos sobreviventes do Massacre da Fazenda Santa Elmira, em 1989, e criador do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).Morre frei Sérgio Görgen, liderança do movimento camponês no BrasilMorre frei Sérgio Görgen, liderança do movimento camponês no Brasil

A organização ressalta que a morte do frei “deixa um vazio imenso na luta social brasileira'”, mas ressalta o legado de seu trabalho em defesa da soberania alimentar e da dignidade das pessoas do campo. 

Frei Sérgio, membro da Ordem dos Franciscanos, deixou obras referenciais como Trincheiras da Resistência Camponesa e A Gente Não Quer Só Comida, em que teorizou e denunciou a exploração dos camponeses.

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“Frade franciscano, ex-deputado estadual, filiado ao PT desde 2000 e dirigente histórico do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Frei Sérgio foi exemplo de luta pelo povo do campo, pela agricultura camponesa, pela reforma agrária e soberania alimentar. Foi uma liderança incansável no combate à fome e na construção da defesa da agricultura camponesa como modo de vida e resistência”, disse o PT, em nota.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte de Frei Sérgio e lembrou o importante apoio espiritual que recebeu dele durante a prisão em Curitiba.

“Frei Sérgio dedicou sua vida a cumprir o ensinamento de Cristo: ‘Dai de comer a quem tem fome’. Lutou pela alimentação do corpo e da alma. E deixa esta vida com sua missão cumprida, que seguirá servindo de exemplo e inspiração a todos nós. Descanse em paz, companheiro”, acrescentou.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou a trajetória do frei e afirmou que ele “uniu fé e compromisso com o povo do campo, dedicando a vida à soberania alimentar, à agroecologia e à justiça social”.

Fonte: Bruno Bocchini – Agência Brasil
Edição: Amanda Cieglinski

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