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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Usina Panduí é destaque em encontro sobre história e meio ambiente em Amambai

O evento foi marcado pela entrega de documentos históricos ao Museu José Alves Cavalheiro

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Na tarde da última sexta-feira, 5 de junho, data em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Museu José Alves Cavalheiro, em Amambai, foi palco do evento “História e Meio Ambiente: Diálogo Possível e Necessário”. A programação reuniu autoridades, pesquisadores, representantes de entidades e membros da comunidade para discutir a preservação da memória regional, do patrimônio histórico e do meio ambiente, com destaque para as ações voltadas à revitalização da Usina Panduí, que se aproxima de seu centenário.

Um dos momentos marcantes do encontro foi a entrega de importantes documentos históricos relacionados à trajetória da Usina Panduí. O material foi repassado ao museu por Ana Luiza Abrão, gestora da RPPN Ernesto Vargas Baptista, fortalecendo o acervo histórico e as iniciativas de preservação da memória regional.

Participaram do evento o secretário municipal de Meio Ambiente, José Willian, que na ocasião representou o prefeito de Amambai, Sérgio Barbosa; a secretária municipal de Educação, Rosemeire Charão; a vereadora de Amambai, Cida Farias; a vereadora de Iguatemi, Miriam Krenczynski; o gerente da UEMS de Amambai, Flávio Rodrigues Lhopes; o diretor do Museu José Alves Cavalheiro, Albertino Fachin Dias; o ex-presidente do Rotary Club, Paulo Henrique Pereira, conhecido como Cuca; além da Cabo PM Mariana, coordenadora do Projeto Florestinha, que esteve acompanhada dos alunos participantes da iniciativa.

Ao comentar a importância do encontro, Ana Luiza destacou que a mobilização em torno da preservação da Usina Panduí ganhou força a partir da divulgação do projeto desenvolvido pela arquiteta Bianca Machado.

Segundo ela, todo o movimento começou após a repercussão de uma matéria encaminhada pelo diretor do museu, Albertino Fachin Dias, sobre o trabalho acadêmico da jovem arquiteta.

“Tudo isso aconteceu graças ao papel da mídia. Foi a partir da divulgação do projeto da Bianca, que propõe revitalizar e ressignificar aquela área, que esse debate ganhou força. Todo esse movimento nasceu do trabalho de uma jovem arquiteta que enxergou o potencial daquele patrimônio histórico”, ressaltou.

Outro momento de destaque do evento foi a apresentação da arquiteta Bianca Machado, que compartilhou com os participantes o projeto desenvolvido em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), voltado à revitalização da Usina Panduí. Durante a explanação, ela apresentou os estudos realizados, a origem da proposta e as possibilidades de aproveitamento cultural, turístico e ambiental da área, contribuindo para ampliar o debate sobre a preservação de um dos patrimônios históricos mais importantes da região.

Bianca explicou que a ideia surgiu a partir da compreensão da relevância histórica e ambiental do local e da necessidade de valorizar um espaço que faz parte da memória da população.

“A ideia foi valorizar aquele espaço da melhor forma possível, respeitando sua história e seu potencial ambiental. O projeto buscou concretizar a proposta turística que há muito tempo é discutida para o local, mas também integrar ações voltadas ao meio ambiente. Além da recuperação do parque, propusemos a criação de um espaço gastronômico na região onde funcionava o antigo matadouro, criando um ambiente capaz de atrair visitantes e fortalecer o turismo sustentável”, destacou.

Durante a solenidade, o diretor do jornal A Gazeta, Clésio Damasceno, recebeu das mãos de Ana Luiza exemplares de jornais e materiais históricos que passam a integrar o acervo de pesquisas e registros documentais relacionados à história da região.

Além da entrega dos documentos históricos, a programação contou com palestras sobre meio ambiente, patrimônio histórico, sustentabilidade e preservação da memória regional, além do plantio simbólico de mudas de erva-mate.

Os participantes ressaltaram a importância da união entre o poder público, instituições culturais, entidades da sociedade civil, pesquisadores e a comunidade para garantir que a história da Usina Panduí seja preservada para as futuras gerações.

A iniciativa reforça o compromisso do Museu José Alves Cavalheiro e das demais instituições envolvidas com a salvaguarda da memória regional, ampliando o debate sobre a valorização de um dos patrimônios históricos mais significativos do sul de Mato Grosso do Sul.

A iniciativa reforça o compromisso do Museu José Alves Cavalheiro e das demais instituições envolvidas com a salvaguarda da memória regional, ampliando o debate sobre a valorização de um dos patrimônios históricos mais significativos do sul de Mato Grosso do Sul.

Fonte: Amambai Notícias /Grupo A Gazeta

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