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domingo, 28 de junho de 2026

Você sabe quanto cobrar pelo seu produto? Aprenda um jeito simples de calcular e evitar prejuízos

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Uma das maiores dificuldades de quem vende doces, bolos, artesanato, personalizados ou qualquer produto feito em casa é definir o preço de venda.

Muitas pessoas acabam cobrando um valor parecido com o da concorrência ou escolhem um preço “que parece justo”. O problema é que, às vezes, esse valor não cobre nem todos os custos da produção.

Para evitar prejuízos, existe uma conta simples que pode ajudar.

Passo 1: Some tudo o que você gastou com o produto

Vamos imaginar um bolo de pote.

Anote todos os gastos diretos:

  • Ingredientes: R$ 4,00
  • Embalagem: R$ 1,00
  • Colher descartável: R$ 0,20

Total gasto: R$ 5,20

Esses são os custos que normalmente todo mundo lembra de calcular.

Passo 2: Não esqueça dos gastos que quase ninguém coloca na conta

Além dos ingredientes, existem outros custos que fazem parte da produção, como:

  • Gás;
  • Energia elétrica;
  • Água;
  • Transporte para entregas;
  • Desgaste de equipamentos;
  • Produtos de limpeza utilizados na produção.

Muita gente deixa esses gastos de fora e acaba vendendo sem perceber que está diminuindo o próprio lucro.

Como fazer esse cálculo?

Não precisa ser um cálculo complicado.

Imagine que um botijão de gás custe R$ 120 e dure aproximadamente 30 fornadas.

Basta fazer a conta:

R$ 120 ÷ 30 = R$ 4,00

Isso significa que cada fornada consumiu cerca de R$ 4,00 de gás.

Se nessa fornada você produziu 20 bolos de pote, faça outra conta:

R$ 4,00 ÷ 20 = R$ 0,20

Ou seja, cada bolo teve um custo aproximado de 20 centavos de gás.

O mesmo raciocínio pode ser usado para outros custos.

Se sua conta de energia é de R$ 300 por mês e você estima que cerca de 30% dela seja usada na produção, o custo do negócio com energia será de aproximadamente R$ 90. Depois, basta dividir esse valor pela quantidade de produtos produzidos no mês.

Não é preciso chegar ao valor exato de cada centavo. O importante é não esquecer que esses gastos existem e precisam entrar na conta.

Passo 3: Valorize seu trabalho

Outro erro muito comum é esquecer de cobrar pela própria mão de obra.

Seu tempo também tem valor.

Se você passou horas preparando, embalando e organizando os pedidos, esse trabalho precisa estar incluído no preço.

No nosso exemplo, vamos acrescentar R$ 2,00 pela mão de obra.

Agora o custo total passa para:

  • Custos diretos: R$ 5,20
  • Custos indiretos (gás, energia e outros): R$ 1,00 (valor aproximado)
  • Mão de obra: R$ 2,00

Custo total: R$ 8,20

Passo 4: Acrescente o lucro

Todo negócio precisa gerar lucro para crescer.

Se você deseja ganhar aproximadamente R$ 2,00 por unidade vendida, basta somar esse valor ao custo total:

R$ 8,20 + R$ 2,00 = R$ 10,20

Neste exemplo, o preço de venda deveria ser de, no mínimo, R$ 10,20.

Um erro muito comum

Muita gente calcula apenas os ingredientes.

Se gastou R$ 5,20, vende por R$ 6,00 ou R$ 7,00 e acredita que está lucrando.

Mas, quando considera gás, energia, água, transporte e o próprio tempo de trabalho, percebe que o lucro é muito menor do que imaginava.

Dica final

Você não precisa fazer contas difíceis nem usar programas complicados.

O mais importante é anotar seus gastos e entender quanto realmente custa produzir cada item.

Conhecer seus custos é o primeiro passo para definir um preço justo, evitar prejuízos e fazer o seu negócio crescer com segurança.

Na próxima matéria da série “Empreender com Lucro”, vamos mostrar como organizar o dinheiro do negócio sem misturar as contas da empresa com as despesas da casa.


Projeto de Extensão | Empreender com Lucro

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