Levantamento da consultoria Sensor Tower apontou que os brasileiros somaram 301 bilhões de horas dentro de aplicativos em 2025, além de 9,3 bilhões de downloads de serviços móveis. O gasto dentro dos apps também cresceu no período, com os usuários brasileiros desembolsando US$ 2,4 bilhões em compras internas, alta de 27% em relação ao ano anterior.
Uma pesquisa da consultoria Bain & Company reforça esse movimento. Segundo o estudo Consumer Pulse, o brasileiro passa em média 9 horas e 13 minutos conectado por dia, acima da média global de 6h38. As atividades digitais já aparecem como a segunda ocupação mais comum do tempo livre no país, atrás apenas das tarefas domésticas.
Do banco ao delivery, tudo dentro do aplicativo
Esse comportamento tem levado setores inteiros a migrar para o formato de aplicativo. Bancos, supermercados, transporte, imóveis e serviços domésticos já operam de forma relevante dentro do celular, que se transformou em um verdadeiro centro de serviços para boa parte da população.
O setor bancário ilustra bem essa mudança. Segundo pesquisa do Sebrae sobre hábitos financeiros dos pequenos negócios, o uso do aplicativo do banco por empreendedores no celular pessoal passou de 15% para 90% em dez anos, enquanto
o uso de caixas físicos caiu de 58% para 21% no mesmo período.
Esse tipo de digitalização também aparece em outros setores da economia brasileira. Em Mato Grosso do Sul, projetos ligados à biotecnologia e à pesquisa aplicada devem movimentar cerca de R$ 25 bilhões até 2030 no estado, parte de uma estratégia que
busca transformar conhecimento acadêmico em produtos e startups de base tecnológica.
Pagamentos instantâneos acompanham a expansão dos aplicativos
Essa migração de serviços para o celular também impulsionou a forma como os aplicativos lidam com pagamentos. Segundo pesquisa da Federação Brasileira de Bancos, os pagamentos via Pix em canais digitais subiram 20% em 2025, somando 30,1 bilhões de transações no ano, consolidando o sistema como parte do fluxo de compras, assinaturas e serviços dentro dos aplicativos.
Aplicativos de diferentes setores passaram a incorporar o Pix como forma padrão de movimentação financeira, incluindo plataformas de entretenimento. De acordo com informações do cassino da KTO, a plataforma opera com depósitos e saques
instantâneos via Pix, seguindo o mesmo padrão de integração de pagamentos adotado por bancos, aplicativos de compras e serviços de transporte.
Um levantamento sobre o perfil dos usuários dessas plataformas mostrou que a maior parte das transações ocorre em valores reduzidos, já que 90% dos depósitos mensais ficam abaixo de R$ 100. O dado reforça o padrão observado em outras categorias de aplicativos, nas quais o Pix tem sido usado sobretudo para movimentações recorrentes de menor valor. As projeções para os próximos anos indicam que essa curva deve se manter. Segundo análises do setor, o comportamento mobile-first já é considerado consolidado no Brasil, com perspectivas consistentemente positivas até 2030 impulsionadas pela expansão da cobertura de internet móvel e pelo aumento da renda média da população.
Fonte: Divulgação
