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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Coordenadora Especial de Políticas para a Mulher assume com novos desafios

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Campo Grande (MS) – A Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Mulher do Estado de Mato Grosso do Sul será assumida pela servidora estadual, Elza Maria Verlangieri Loschi. O decreto do governador André Puccinelli com a nomeação para exercer o cargo de coordenadora especial foi publicada hoje (04) no Diário Oficial do Estado (DOE).

Tai Loschi como é conhecida já foi coordenadora da Coordenadora da Mulher do município de Campo Grande, participou da comissão para a criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher onde tornou-se presidente e depois secretária executiva. Após anos à frente de ações para rede de enfrentamento à violência contra as mulheres na Capital, a nova coordenadora de políticas públicas para as mulheres do governo do Estado quer dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela ex-coordenadora especial, Carla Stephanini.

“O trabalho que a Carla Stephanini desenvolveu na primeira gestão do governador André Puccinelli transformou a rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Temos agora nove municipios que vão receber mobiliário para equipar o Centro de Atendimento à Mulher. A Carla alavancou recursos para assistir as cidades polos onde temos os centros e conselhos municipais”, ressalta.

Por meio das ações cooperadas e solidárias do Pacto Nacional pelo Enfrentamento da Violência contra as Mulheres, serão contemplados neste primeiro momento as cidades de Aquidauana, Corumbá, Coxim, Fátima do Sul, Naviraí, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Estes municipios vão receber equipamentos eletrônicos como televisão, DVD, máquina fotográfica, mobiliário e ainda o aluguel da estrutura física. Como contrapartida, a prefeitura municipal acomoda o corpo técnico.

“Temos que alavancar cada vez mais essa política de enfrentamento a violência contra a mulher com acolhimento, orientação, estruturas físicas para fortalecer essa construção social e fazer a rede de enfrentamento mais sintonizada”, informou Tai Loschi. De acordo com a coordenadora especial o trabalho para o fortalecimento da rede de enfrentamento já vem sendo realizado numa parceria com o governo estadual e que vem aumentando o número de denúncias de mulheres vítimas não só em Campo Grande, mas em todos os municípios do Estado.

“A violência doméstica e familiar já existiam, mas as mulheres entenderam que com a rede fortalecida elas têm mais coragem de buscar ajuda porque tem o atendimento psicosocial, o boletim de ocorrência, atendimento na área de saúde da mulher e a parte jurídica com as medidas protetivas como a Lei Maria da Penha. Tudo isso vem contribuir para que a mulher se fortaleça e denuncie”, afirma. Tai Loschi explica ainda que hoje a mulher no Estado está informada sobre o disque 180, da rede de enfrentamento, conhece ou por ela ou por uma vizinha como funciona a rede e o local para buscar ajuda.

“Temos dados na Capital tanto dos boletins de ocorrência, das pessoas que procuram os Centros de Atendimento à Mulher (CAM), da parte da secretaria municipal de saúde com a notificação compulsória. A própria prefeitura de Campo Grande já capacitou profissionais de saúde para dar o acolhimento às mulheres e no governo do Estado, os técnicos de saúde também já foram capacitados”, informa.

O município capacitou 720 profissionais de saúde entre agentes, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, além de 30 técnicos dos Cras e dos Creas. Já no ano de 2009 receberam capacitação 500 agentes de saúde. “Quando o agente de saúde vai visitar uma casa, ele está preparado para reconhecer e orientar uma mulher vítima de violência”, justifica.

Braile

Tai Loschi também lembra de outros trabalhos realizados no município de Campo Grande que deram certo e podem ser levado para outras cidades como a cartilha em braile lançada no ano passado, no Dia Internacional da Mulher. O informativo conta com informações sobre assédio moral e sexual. Campo Grande é a primeira cidade com publicação de um material do gênero com versão também em braile.

A cartilha traz informações sobre as discriminações, preconceitos e violências que as mulheres enfrentam no campo profissional; violência doméstica e familiar; assédio sexual; assédio moral; onde procurar ajuda e, ainda, uma relação com nome, endereço e telefone das unidades ligadas à rede de enfrentamento à violência contra as mulheres de Campo Grande. “Eu penso que folhetos e folders da Coordenadoria poderia ter um número significativo com versão em braile. Agora a Confederação Nacional dos Bancos está lançando uma cartilha como essa”, disse. À frente da Coordenadoria da Mulher da Capital, Tai Loschi também lançou uma cartilha na área da saúde: Violência de Gênero – Uma questão de saúde pública.

A parceria com o Estado também levou para a Conferência Nacional de Políticas Públicas para a Mulher, em Brasília, no ano passado, reeducandas que participaram das conferências municipal e estadual e se tornaram delegadas para a etapa nacional. “Foi o primeiro Estado que levou reeducandas para a etapa nacional. Na época a secretária especial de políticas para as mulheres, Nilcéia Freire ficou encantada”, recorda.

A experiência que Tai Loschi traz para o governo do Estado é o trabalho integrado. “Este trabalho integrado envolve o governo, a sociedade civil e o movimento de mulheres incluindo os conselhos dos direitos da mulher”, finaliza.

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Carla Stephanini e Tai Loschi

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