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domingo, 9 de agosto de 2026

Mansueto: aumento de impostos será inevitável sem reforma da Previdência

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06/03/2017 11h04

Sem mudar o sistema de aposentadorias de pensão, outra alternativa apontada pelo secretário seria diminuir os investimentos em educação e saúde

Fonte: Portal Brasil

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, reforçou nessa sexta-feira (3) a necessidade de aprovar a reforma da Previdência enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional no fim do ano passado. Na visão do economista, os números mostram que, sem modificar o sistema, a única maneira de manter o pagamento de aposentadorias e pensões seria com aumento de impostos.

No cenário traçado pelo secretário de Acompanhamento Econômico, sem a reforma da Previdência há dois caminhos: aumento de impostos ou corte em atividades importantes para o País, como educação e saúde. Nos cálculos de Mansueto, o nível de gastos no Brasil para manter esse estado de bem-estar social é semelhante ao de países ricos, como o Canadá.

De acordo com Mansueto, as despesas com Previdência e assistência social representam o equivalente a 24% do Produto Interno Bruto (PIB) – metade deste percentual é para aposentadorias e pensões. Com o envelhecimento da população e as regras atuais, essa fatura pode se tornar impagável.

Em uma série de publicações numa rede social, o secretário repassou informações que mostram o atual estado da Previdência Social. “A reforma da Previdência vai evitar um desastre fiscal. Sem reforma da Previdência, prepare o seu bolso para pagar mais impostos”, afirmou, no seu perfil no Twitter.

Envelhecimento da população

Os dados mostrados pelo secretário mostram que a população com 60 anos ou mais vai passar de 22 milhões, em 2015, para 73,5 milhões em 2060. Já a população de 65 ano ou mais vai crescer 262,7% no período.

A projeção é de que esses gastos cresçam 10 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) até 2060. “O problema da Previdência não é apenas o déficit. Mas também o forte crescimento da despesa nos próximos anos”, observou.

Nesta linha, Mansueto lembrou que já existe idade mínima de 65 anos para homens nos centros urbanos que não conseguem contribuir por 35 anos. Ponderou ainda que que se aposenta com menos de 60 anos não são os pobres. “Em geral, é a classe média e/ou alta (que se aposenta antes dos 60). Pobres não contribuem por 35 anos”, argumentou.

“O Brasil tem um duplo desafio. Fazer uma reforma da Previdência e ainda lidar com o problema de envelhecimento rápido da nossa população”, afirmou. “O Japão não conseguiu fazer essa transição e passou a crescer menos de 1% ao ano desde 1990. Antes, de 1960 a 1990, cresceu 6,5% ao ano”, relatou.

Dívida ativa

Ele alertou ainda que cobrar os devedores do governo não seria suficiente para resolver os problemas. Do total de créditos previdenciários a receber, apenas 4% tinha chance alta de recuperação.

Secretário explicou que 24% do PIB é gasto com Previdência e assistência social, um nível de País ricoFoto: Divulgação

Foto: Ilustração

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