Todos os anos centenas de pessoas conseguem emprego temporário em Mato Grosso do Sul para colher a soja e, em seguida, já iniciar o plantio do milho safrinha. Para muitos, é oportunidade de conseguir um emprego definitivo.
Este ano, os produtores de Mato Grosso do Sul esperam colher 5,6 milhões toneladas do grão, 7% a mais do que na última safra. O estado do Mato Grosso do Sul produz pouco mais de 7% da safra nacional de soja.
Em uma fazenda em Campo Grande, a colheita da soja começa daqui a uma semana e para fazer este serviço, o dono vai precisar contratar mais 10 funcionários. Além de colher os grãos, os temporários também vão preparar o solo para o plantio do milho safrinha.
Um safreiro tem praticamente todos os direitos trabalhistas garantidos por lei. Fundo de garantia, férias proporcionais, 13º, horas extras, descanso semanal, horário para refeições. Ao final do contrato, ele não recebe aviso prévio, nem a multa de 40% sobre o FGTS.
“Muita gente que procura emprego nas lavouras de soja de Mato Grosso do Sul vem de outros estados, principalmente do Nordeste. Esses trabalhadores devem evitar os empreiteiros, os chamados gatos, que fazem ilegalmente as intermediações nas contratações, estes trabalhadores devem procurar conversar diretamente com o empregador, o proprietário da área ou com o preposto desse empregador e não devem confiar em terceiros para intermediar a negociação”, explicou Gilson da Silva, advogado trabalhista.
Fonte: Famasul

