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segunda-feira, 30 de março de 2026

TRF mantém condenação de Lula e aumenta pena para 12 anos

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25/01/2018 08h39

Defesa de Lula deve recorrer ao supremo

Fonte: Aliny Mary Dias, com informações do G1

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso envolvendo o triplex em Guaruká (SP). Em audiência que começou na manhã desta quarta-feira (24) e terminou por volta das 16h30 (horário de MS), três desembargadores decidiram manter a condenação de 1ª instância e aumentar a pena de Lula.

Votaram no julgamento, que durou 8 horas e 15 minutos (além de uma hora de intervalo) o relator do processo, João Pedro Gebran Neto, o revisor, Leandro Paulsen e o desembargador Victor dos Santos Laus.

Em julgamento na sede do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, os desembargadores se manifestaram em relação ao recurso apresentado pela defesa de Lula contra a condenação a 9 anos e 6 meses de prisãodeterminada pelo juiz federal Sérgio Moro, relator da Operação Lava Jato na primeira instância, em Curitiba. Lula se diz inocente.

Os três desembargadores decidiram ampliar a pena para 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado. O cumprimento da pena se inicia após o esgotamento de recursos que sejam possíveis no âmbito do próprio TRF-4.

Caso Triplex
Lula foi acusado pelo Ministério Público de receber propina da empreiteira OAS. A suposta vantagem, no valor de R$ 2,2 milhões, teria saído de uma conta de propina destinada ao PT em troca do favorecimento da empresa em contratos na Petrobras.

Segundo o MP, a vantagem foi paga na forma de reserva e reforma do apartamento no litoral paulista, cuja propriedade teria sido ocultada das autoridades. Um dos depoimentos que baseou a acusação do Ministério Público e a sentença de Moro é o do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, também condenado no processo.
Além de Lula, também foram julgados Léo Pinheiro (presidente afastado da OAS); Paulo Okamotto (presidente do Instituto Lula); Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Paulo Roberto Gordilho, Fabio Hori Yonamine, Roberto Moreira Ferreira (diretores da OAS).

Foto: Divulgação

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