27/01/2018 09h17
Justiça revoga prisão preventiva de presidente da CUT-MS
Ele foi preso quando seguia para Porto Alegre acompanhar julgamento de Lula
Fonte: Correio do Estado / Por: Glaucea Vaccari
Justiça revogou a prisão preventiva do presidente da Central Única dos Trabalhadores e Mato Grosso do Sul, Genilson Duarte. Ele foi preso na última quarta-feira (24), na cidade de Montenegro, região metropolitana de Porto Alegre.
Pedido de revogação foi feito na 4ª Vara Criminal e processo onde foi revogada a prisão corre em segredo de justiça e não foi possível identificar as alegações do magistrado para a decisão.
Advogado que representa Duarte, Mauro Morandi, disse ao Portal Correio do Estado que a decisão saiu por volta das 17h e o alvará de soltura foi enviado via carta precatória, em malote digital, para a comarca de Canoas (RS), onde ele se encontra preso.
Conforme Morandi, a expectativa é que o presidente da CUT-MS seja solto ainda hoje, mas por conta da diferença de horários, há possibilidade que ele saia apenas na segunda-feira (29).
Prisão
Genilson Duarte foi preso quando seguia para Porto Alegre acompanhar a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em julgamento do caso do triplex do Guarujá. Ônibus onde estavam os manifestantes foi parado em barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF) a cerca de 40 km da capital gaúcha.
O mandado de prisão contra Duarte, pelo crime de retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis para uma ação civil pública, estava em aberto desde novembro do ano passado.
No entanto, segundo assessoria jurídica da CUT, a determinação para a prisão é de ação cívil e diz respeito a eleição sindical desde 2015, em que Duarte foi negligente na questão jurídica da ação. Segundo determinação judicial, ele não poderia sair do Estado.
Conforme Morandi, o presidente não sabia sobre essa decisão, tendo em vista que a intimação judicial foi encaminhada para endereço antigo e, posteriormente, publicada em Diário Oficial.

