Trinta e uma pessoas ficaram feridas nesta quarta-feira (23) em um atentado a bomba contra um ônibus perto da estação central de Jerusalém, informaram médicos no local.
Duas das vítimas estão gravemente feridas, no que parece ser o primeiro ataque na cidade desde 2004. Não há relatos de mortes provocadas pela explosão.
Autoridades israelenses e a polícia confirmaram que a explosão foi causada por uma bomba, aparentemente deixada em uma bolsa perto de um telefone público, em um ponto de ônibus.
“A bomba estava dentro de uma bolsa, deixada no ponto de ônibus”, afirmou o ministro israelense de Segurança Interna, Yithzak Aharonovitch.
A explosão, que ocorreu pouco depois das 15 horas (10h de Brasília) e abalou prédios a centenas de metros de distância, feriu cerca de 20 pessoas que estavam dentro de um ônibus da linha 174.
O motorista havia parado para pegar passageiros em um ponto entre a estação central e o centro de conferências ICC, na entrada ocidental de Jerusalém.
“Há 20 pessoas feridas, três delas em estado grave, enquanto outras quatro ou cinco sofreram ferimentos leves”, indicou Zaki Heller, porta-voz da Maguen David Adom (Estrela de Davi Vermelha, os serviços de emergência de Israel).
Um dos motoristas, Meir Hagid, disse ter ouvido uma grande explosão quando dirigia pelo local, próximo a um dos principais acessos à cidade e à principal estação de ônibus.
Um porta-voz da embaixada israelense em Washington chegou a publicar no Twitter que a explosão teria sido causada por ataque suicida, mas se retratou pouco depois.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu adiou uma viagem que faria à Rússia após o incidente, informou seu escritório. Ele teria um encontro nesta quarta com os líderes daquele país.
Jerusalém já sofreu dezenas de ataques suicidas que atingiram ônibus e restaurantes durante o segundo levante palestino, na década passada. Mas este tipo de ataque não ocorreu nos últimos anos.
A explosão desta quarta ocorre em meio à elevação das tensões entre Israel e o grupo militante palestino Hamas.
Fonte: G1

