24/10/2019 10h25
Projeto desenvolvido pelas irmãs Franciscanas de Dillingen na Aldeia Amambai teve início em 1994 com a Casa da Mulher Indígena. Em 2008 foi transformado em escola e hoje atende 26 crianças entre 3 e 5 anos.
Fonte: Redação
Amambai (MS) Colocar a Educação como missão da Igreja no mundo atual e oferecer atendimento aos indígenas em situação de vulnerabilidade e exclusão social como forma de minimizar a situação. Este são apenas alguns dos objetivos da escola Infantil Tupã Sy, idealizada e mantida na Aldeia Amambai pelas Irmãs Franciscanas de Dillingen, da Associação Franciscana da Divina Providência.
História
O projeto da escola Tupã Sy teve início em 1994, quando as Irmãs Franciscanas começaram a conquistar as mulheres indígenas oferecendo oportunidade de costura e artesanatos, bem como com a produção de sabão e remédios caseiros na Casa da Mulher Indígena.
“Quando chegamos aqui, há 25 anos, era muito diferente, participamos e vimos a evolução de muitas famílias que conhecemos”, disse Ivani Bislin. Ela foi a primeira irmã franciscana a chegar em Amambai para o projeto junto da irmã Sueli Rubens Sendra, em 1994.
Através de parceria com a AVVA – Associação Viva Vida Amambai, no ano de 2000, foi instalado junto à Casa da Mulher Indígena um Centro de Recuperação para Crianças Indígenas Desnutridas. As crianças eram atendidas pelo projeto Viva Vida Móvel, instalado em um ônibus adaptado para o atendimento médico feito por equipe da Funasa (Fundação Nacional de Saúde).
Em 2008, o espaço em que elas trabalhavam passou por uma obra de ampliação, que possibilitou a construção de duas salas de aula, sala de recepção, sala para atendimento médico, sala para educadoras e administração, almoxarifado, dois banheiros, lavanderia e área coberta. Com a ampliação da estrutura física, os programas também foram ampliados e crianças na idade pré-escolar entre 4 e 5 anos passaram a ser atendidas.
Atualmente
Atualmente, a escola Tupa Sy tem desenvolvido somente o trabalho com as crianças na educação infantil, isso porque não há demanda para os outros projetos antes desenvolvidos pela Casa Mulher da Indígena, segundo a irmã Olga Biss, que chegou em Amambai em 2013 e também é responsável pelo projeto.
“Nós temos as salas, as máquinas de costura, por exemplo, mas não temos pessoas interessadas em fazer (…) ministrar curso para uma ou duas pessoas apenas não compensa”, explica a irmã.
São 26 crianças entre 3 e 5 anos, que cursam o Pré-I e o Pré II. A escola também tem capacidade para comportar crianças do Maternal-I, mas Olga explica que a demanda também é pouca.
Educação como forma de desenvolvimento
A equipe de trabalho da unidade escolar é composta por nove pessoas. Destas, três são professoras que são pagas pelo poder público municipal. Todas indígenas com idade entre 20 e 23 anos, as docentes afirmam que a educação agora é concebida de forma diferente dentro da comunidade indígena.
“Minha avó dizia que eu ia na escola para aprender besteira, mas hoje não é mais assim (…) os pais valorizam a escola, tentam estar sempre presentes, querendo saber o que o filho está aprendendo e conseguem ver o progresso das crianças”, disse Francieli Martines Vera, uma das professoras.
A docente salienta o apoio que as Irmãs Franciscanas oferecem no planejamento e execução das aulas, contribuindo assim para a formação dos educandos que apresentam sempre bom desempenho na aprendizagem.
Proposta Pedagógica e o Cristianismo
A proposta pedagógica da escola abrange todos os conteúdos de uma unidade escolar regular e ainda insere a valorização do indivíduo, assim como a sua dignidade, sua singularidade, a solidariedade e o pluralismo religioso.
“Nós não queremos converter ninguém, até porque a maioria dos nossos alunos são de famílias evangélicas, nós apenas ensinamos a eles a valorizarem o que são com base no amor que Cristo tem por eles”, finalizou a irmã Olga.





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