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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Lideranças dos EUA conhecem ações do Sistema CNA

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A presidente da Confederação da Agricultura Pecuária do Brasil (CNA) e do Conselho Deliberativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), senadora Kátia Abreu, apresentou nesta terça-feira (29/3) as principais ações e bandeiras defendidas pelo Sistema CNA/SENAR em benefício do produtor rural a uma comitiva da American Farm Bureau Federation (AFBF, sigla em inglês). O encontro, realizado na sede da entidade, em Brasília, fez parte de uma série de visitas que os integrantes da AFBF, principal entidade de classe do setor agropecuário dos Estados Unidos e que representa mais de dois milhões de produtores norte-americanos, tem feito no Brasil com o objetivo de trocar experiências e conhecer mais sobre o agronegócio brasileiro. Pela manhã, a delegação, liderada pelo presidente da AFBF, Bob Stallman, foi recebida pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi.

Um dos temas abordados no encontro foi o Código Florestal. A presidente da CNA explicou à delegação norte-americana os problemas enfrentados pelo produtor rural brasileiro diante das dificuldades impostas pela legislação e informou que há uma proposta de atualização do Código Florestal que aguarda votação na Câmara dos Deputados. Segundo ela, a legislação ambiental hoje não atende mais aos anseios do setor agropecuário brasileiro. “O primeiro código surgiu em 1934, quando o Brasil era movido a carvão. Foi alterado várias vezes, com o produtor incentivado pelo governo a abrir áreas de produção, e agora querem que ele pague a conta da recomposição de florestas”, disse a senadora no encontro. Ela reforçou que a atualização do Código manterá o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de alimentos, juntamente com os Estados Unidos.

Outro ponto defendido pela CNA no encontro foi o novo modelo de política agrícola. A senadora Kátia Abreu informou que a Confederação discute com o governo uma proposta que visa assegurar rentabilidade ao produtor rural, com mecanismos de sustentação de preços. “Queremos subvencionar o produtor para que eles e sinta seguro para aumentar sua produção”, disse. Um dos pontos da proposta seria a criação de uma central de cadastro dos produtores, como há nos Estados Unidos, com o objetivo de dar mais transparência na hora de se obter financiamentos. Ela explicou que a idéia é contemplar um universo cada vez maior de produtores. “Hoje, quem mais deveria ser contemplado pelo governo, com mecanismos de sustentação de preços, tem muito pouco”, afirmou.

Para ajudar a garantir renda para o produtor, a senadora mencionou dois projetos desenvolvidos pelo SENAR para proporcionar o aprimoramento da gestão das propriedades rurais. Um deles é o Com Licença Vou à Luta, voltado para mulheres que participam do dia a dia da administração das atividades rurais. O outro foi o Negócio Certo Rural, desenvolvido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para identificar nas propriedades novas oportunidades de negócios e aprimorar os já existentes. “Queremos que o produtor conheça seus lucros, seus prejuízos, que ele saiba vender, operar no mercado futuro”, enfatizou a presidente da CNA.

Projeto Biomas – Durante o encontro, as lideranças norte-americanas conheceram o Projeto Biomas. A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com o objetivo de garantir o aumento da produção de alimentos e a preservação do meio ambiente. O projeto consiste na recomposição ou manutenção de vegetação nativa nos seis biomas brasileiros: Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pampa. Nesta etapa inicial, serão desenvolvidas pesquisas em seis propriedades, uma em cada bioma, que servirão de vitrine tecnológica para a aplicação das pesquisas, envolvendo 240 pesquisadores, além de multiplicadores.

Logística – Um dos tópicos questionados pelos membros da AFBF foi em relação à demandas da CNA para melhorar a logística e a infraestrutura para escoamento da produção. Em resposta, a senadora defendeu investimentos em hidrovias, a construção de eclusas e a melhoria das ferrovias e rodovias. Falou, ainda, da necessidade de ampliação da capacidade dos portos, principalmente na região Norte do País, em 10 milhões de toneladas nos próximos anos, para desafogar a demanda de cargas que chega aos portos da região Sul.

A comitiva dos estados Unidos foi liderada pelo presidente da AFBF, Bob Stallman. Ele esteve acompanhado de presidentes das federações estaduais de cinco estados norte-americanos: Phil Nelson (Illinois); Wayne Wood (Michigan), Leland Hogan (Utah), Michael White (Novo México) e Scott Vanderwal (Dakota do Sul). Acompanharam a senadora no encontro o vice-presidente executivo da CNA, deputado Homero Pereira (PR/MT), e os presidentes das Federações de Agricultura e Pecuária do Acre (FAEAC), Assuero Doca Veronez, Goiás (FAEG), José Mário Schreiner, Paraíba (FAEPA), Mário Borba, Rio Grande do Sul (FARSUL), Carlos Sperotto, e Rondônia (FAPERON), Francisco Ferreira Cabral.

Fonte: Famasul

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