14/12/2020 08h31
Doar sangue é um ato simples que não faz mal à saúde e pode salvar até quatro vidas
Fonte: Sarah Santos / Ascom Cassems
O sangue é indispensável para o desenvolvimento da vida. Por isso, a doação é fundamental para manter os estoques dos hemocentros cheios e, desta forma, ajudar a quem precisa. De acordo com o Ministério da Saúde, 16 a cada mil brasileiros são doadores de sangue. Esse número corresponde a cerca de 1,6% dos habitantes do Brasil.
Em período de fim de ano, que os números de acidentes tendem a aumentar e muitas pessoas viajam, é necessário estar atento para a importância da doação de sangue. A hematologista pediátrica Bárbara Assunção, que atua na Cassems, desmistifica algumas questões.
Quem doa sangue pode contrair doenças transmissíveis?
“É mito. O procedimento da doação de sangue é rápido, seguro e simples. Nós sempre prezamos pela segurança do doador. Muitas pessoas tem medo de se contaminarem doando sangue, mas os materiais utilizados no processo de coleta são descartáveis, então não tem nenhum risco pro doador”.
Só podem doar sangue maiores de idade?
“Mito. O Ministério da Saúde recomenda que a idade mínima seja de 16 anos e a máxima de 69 anos. Indivíduos de 16 a 17 anos, 11 meses e 29 dias só podem doar mediante consentimento dos seus responsáveis. As pessoas acima de 60 anos só podem doar se já tiverem feito a doação antes dos 60 anos”.
Pessoas com menos de 50 kilos não podem doar sangue?
“Verdade. O peso mínimo exigido pelo Ministério da Saúde é 50 kilos”.
Mulheres não podem doar sangue no período menstrual?
“Mito. Durante o procedimento, é retirado em média 450ml de sangue, podendo variar um pouco, para mais ou para menos, mas o organismo repõe o volume retirado durante a coleta de 24 horas. Então, não vai trazer nenhum prejuízo para a saúde da mulher”.
Após a vacinação, não é permitido doar sangue?
“Verdade. Depende do tipo de vacina e depende, também, do período percorrido da vacinação até a doação de sangue. Por exemplo,a vacina da gripe, da Influenza, impede o doador, temporariamente, por quatro semanas. Então, é importante, sempre, levar a carteira de vacinação para que isso seja checado”.
Quem teve dengue não pode doar sangue?
“Mito. Após um período de quatro semanas da infecção resolvida, o doador está liberado para doação. No caso de dengue hemorrágica, deve-se esperar seis meses”.
Doar sangue é rápido?
“Verdade. O ato da coleta dura em torno de, no máximo, 10 minutos. Mas, todo o processo, desde o cadastro, entrevista e triagem do doador dura, no máximo, uma hora”.
É preciso estar em jejum para doar sangue?
“Mito. O doador não deve estar em jejum, é recomendado que se faça uma refeição leve duas horas antes da doação de sangue. Indica-se, também, que o indivíduo que for doar não coma alimentos gordurosos nas 12 horas que antecedem o procedimento”.
Pessoas com piercing ou tatuagens recentes não podem doar sangue?
“Verdade. Pessoas que fizeram tatuagem ou colocaram piercing nos últimos 12 meses estão impedidas de doar”.
Lactantes e puérperas não devem doar sangue?
“Verdade. As lactantes, ou seja, mulheres que estão amamentando, devem aguardar, no mínimo, 12 meses. Já as puérperas de parto via vaginal devem aguardar 3 meses e, em caso de cesárea, 180 dias”.
Não pode ingerir bebidas alcoolicas antes de doar sangue?
“Verdade. A recomendação é que o doador não ingira bebida alcoolica nas 12 horas que antecedem a doação de sangue”.
É possível doar sangue mensalmente?
“Mito. Homens podem doar com uma frequência anual de quatro meses por ano, com intervalo mínimo de dois meses entre as doações e, as mulheres, três vezes no ano, com intervalo mínimo de três meses”.

