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sábado, 20 de junho de 2026

Alunos da UEMS de Amambai paralisam aulas por melhores condições de ensino

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O corpo discente do curso de Ciências Sociais da unidade de Amambai da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), decidiu, em assembleia realizada na noite de ontem, 13, entrar em estado de greve, manifestando-se assim contra o descaso que a Instituição UEMS vem sendo tratada pela atual reitoria e o governo do Estado.

A partir da noite de hoje, 14, os alunos deixarão de assistir às aulas, promovendo uma manifestação de sensibilização para a situação em que se encontram.

Serão promovidos debates, discussões e conversas para decisão de outras medidas e ações a serem tomadas pelos alunos.

Os organizadores da manifestação afirmam que o movimento é apartidário e tão somente interessado na busca da excelência de ensino dentro da instituição.

No texto abaixo, estão relacionados com mais detalhes os motivos pelos quais foi tomada tão desesperada atitude.

Os alunos lembram também que esta que não se trata somente da situação da Unidade de Amambai, mas de toda a UEMS, conforme têm sido divulgadas neste mês todas as movimentações em diversas Unidades da UEMS.

Em Amambai, o corpo docente do curso de Ciências Sociais deveria contar com oito professores, sendo que a situação atual é de um professor contratado e mais dois na expectativa de serem contratados. Esta situação envolve não somente os alunos dos primeiros anos do curso, mas também os do quarto ano, o último do curso. Corpo docente e discente querem que a instituição realize concurso para a efetivação de professores.

No primeiro mandato do governador André Puccinelli, a UEMS deixou der ter autonomia financeira. Os valores que antes eram atrelados à arrecadação estadual não são mais e a definição deles é de decisão dos deputados estaduais e governador. Com isso, há uma defasagem de recursos, prejudicando diversos procedimentos administrativos e pedagógicos da instituição, entre eles, a efetivação de professores. “Há uma indiferença com a educação pública”, lamentam alunos e professores.

Da Redação

Motivo: falta de professores concursados para o curso de Ciências Sociais e descaso com o ensino em toda a instituição

Os alunos da UEMS – Unidade de Amambai, acadêmicos dos cursos de Ciências Sociais e História, preocupados com a atual situação pela qual a instituição se encontra, manifestam-se por atenção às suas necessidades mais urgentes, divulgando, então as razões que motivam esta:

Alunos do 4º ano do curso de Ciências Sociais se deparam com a situação de que a formatura da 1ª turma esteja comprometida.

A gota d’ água foi a informação de que mais uma de nossas professoras, Profª Maria de Lourdes, contratada até agora, estará deixando em breve o nosso curso porque passou num concurso da UFGD e o segundo motivo foi sabermos que os professores contratados não recebem deslocamento tem dois meses e poderão deixar da penosa luta diária de viajar para ministrar as aulas do curso para nós alunos.

Sobre esta situação da falta de professores e inúmeras outros itens, como falta de acervo bibliográfico, computadores, entre outros, temos a explicação do Reitor que o Governador do Estado deixou de passar os recursos necessários e que se nega a empossar até professores concursados e o Governo do Estado acusa a administração deste Reitor quanto uma possível má gestão dos recursos enviados para a universidade.

Sabemos também que o Reitor promoveu concurso para dois novos cargos e que dentro dos trâmites legais eles serão chamados. Também fomos informados que no ultimo processo seletivo para novas contratações houve apenas um candidato.

É fato ainda que uma outra professora de sociologia foi chamada para ser efetivada e não assumiu o cargo.

Sem desmerecer os esforços até agora empreendidos, gostaríamos de protestar veementemente quanto a forma em que os trâmites de todos estes processos de concurso e de seletivo para contratação de professores foram realizados.

É certo que faltam profissionais interessados, mas é certo também que, não nos fazemos ouvir dadas às circunstâncias. Sabemos que uma pequena alteração no Projeto Político Pedagógico, que quando foi solicitado para garantir a inscrição e concurso de profissionais que já atuavam em nosso curso poderia ter garantido a permanência destes. Com essa indiferença da administração aos nossos apelos perdemos três professores com graduação em área afim e doutorado na área específica do curso, entre outros que poderiam concorrer por terem pesquisa na área de Ciências Sociais e não terem sido contemplados nos editais.

Um simples gesto de boa vontade poderia ter evitado este impasse. Somos bombardeados com explicações de que esta solicitação poderia ser ad referendum, mas o Reitor poderia ser acusado de estar sendo antidemocrático, e que só o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) teria este poder. E por conta de uma “burrocracia”, vivemos hoje esta realidade, com falta e perda de profissionais qualificados.

Temos pois que denunciar a inabilidade da administração central da UEMS, de responsabilidade direta do Reitor local e do Governo do Estado em atender aos apelos da comunidade acadêmica da UEMS, um bem de todos e pelo qual todos devemos lutar e defender.

Chamamos todos os cidadãos para nos apoiar em nossa luta que é a luta de todos. Por hora temos dois professores a serem efetivados e imploramos por novos concursos para um quadro completo que atenda às necessidades do curso.
Exigimos ser ouvidos e participar da elaboração desses processos de concurso e que este Governo olhe com um pouco mais de dignidade para nós.
Todos nós agradecemos podermos exercer a nossa tão sonhada cidadania.

Porque somos UEMS!!!

Acadêmicos dos cursos de Ciências Sociais e História da UEMS – Unidade de Amambai.

A partir desta quinta-feira, 14, os alunos deixaram de assistir às aulas.

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