21/07/2021 14h50
Essencial à felicidade, esse sentimento precisa ser construído no dia a dia
*Fonte: Thaís Manarini – Veja Saúde
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou um documento científico no qual aponta a importância da autoestima entre crianças e adolescentes . “É fundamental capacitá-los para gostarem dos mesmos do jeito que são”, defende a neuropediatra Liubiana Arantes de Araújo, presidente do Departamento Científico de Desenvolvimento e Comportamento da SBP.
Ela lembra que essa turminha anda muito exposta a estilos de vida inatingíveis – sobretudo nas redes sociais. “Assim, cria-se uma expectativa irreal seguida de frustração”, relata. A médica frisa que a autoestima é desenvolvida a partir de experiências do cotidiano. Se os pais não perder essa percepção, os pequenos podem se sentir desvalorizados, carregando os prejuízos disso em diversos âmbitos, por toda a vida.
Sem passar do ponto
No guia, a SBP ressalta que há a autoestima realista e a inflada. Ao contrário da primeira, essa última traz prejuízos, já que abre as portas para uma realidade paralela, em que o indivíduo se acha melhor em tudo. “Trabalhar a autoestima não significa elogiar a criança a qualquer cost”, diz Liubiana. A tônica é prepará-la para o sucesso e o fracasso.
Na medida
Como os pais podem ajudar a moldar uma autoestima realista
+ Hora de elogiar: Reconheça as vitórias e atitudes bacanas – mas sem incitar comparações e especiais.
+ Diante do espelho: Mostre que as pessoas são bonitas dentro de suas diferenças. Não há padrões nesse sentido.
** + Copo meio cheio:** Se a criança acertou oito questões entre dez em uma prova, não fique focando nos erros.
+ Freio em expectativas: Cuidado para não exigir o impossível dos filhos. Se eles não guardam, uma autoestima cai ainda mais.

