A Escola Estadual Cel. Felipe de Brum, da rede de ensino de Amambai, está realizando um projeto de combate ao Bullying. A iniciativa é da coordenação pedagógica do turno matutino, sob a orientação da professora e coordenadora pedagógica Jesudete Brum, e o público alvo são todos os alunos do Ensino Fundamental e Médio.
Por meio de palestras, ministradas pela assistente social do Creas (Centro de Referência em Assistência Social) de Amambai, Celia Mara Ribeiro, os alunos são informados sobre as causas e consequências do Bullying na escola, que é o local onde mais ocorre esse tipo de violência. Na semana passada, alunos do ensino fundamental, do 6º ao 9º anos, participaram das palestras.
O projeto tem como objetivos específicos trazer até a escola uma série de palestras e trabalhos didáticos, com cooperação e interpretação de diferentes trabalhos papéis em um conflito; desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos e alunos e entre alunos e professores; orientar e levantar focos do problema dentro da escola e saná-los.
Além disto, explica Jesudete, as palestras objetivam fomentar uma maior consciência sobre as consequências de ações precipitadas, “focalizando o nosso maior anseio: uma educação plena aos nossos alunos: formal e informal”.
“Queremos incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância”, disse a professora coordenadora.
Outro objetivo é levar o assunto “bullying” para dentro da sala de aula, promovendo debates e mostrando o problema de diversos ângulos para que sejam apresentadas soluções diferentes que se encaixem no dia a dia dos alunos e professores. Além disso, é de grande importância para os alunos que sejam apresentadas as consequências do bullying, e da violência dentro da escola como um todo, visando uma educação plena dos alunos.
Bullying
Bullying é um termo da língua inglesa que vem da palavra “bully” (valentão, brigão) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
Fernanda Moreira / Da Redação, com edição de Viviane Viaut
Com informações do Portal Brasil Escola

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