Internos do Centro Penal Agrícola doam primeira colheita de horta a instituições
Os detentos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira realizaram hoje, 17 de setembro, a primeira colheita da horta orgânica instalada e cultivada no presídio. Produtos como alface, couve, rabanete e cebolinha foram plantados com a supervisão de um educador do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, que desenvolve o projeto da horta com os internos. Nesta colheita, foram reunidas seis caixas com os alimentos que serão doados ao programa Mesa Brasil do SESC, que os repassa a instituições filantrópicas.
Essa primeira colheita representa apenas parte do que deve ser produzido no futuro, pois a área de 740 m² para a horta ainda não está totalmente ocupada. Quando estiver com a capacidade máxima de produção, 30% de tudo o que for produzido pelos detentos será doado para instituições de caridade e os outros 70% serão comercializados e utilizados na manutenção da própria horta, com mais investimentos.
O objetivo do projeto é que sejam utilizadas culturas de rápido crescimento. O trabalho é manual, sem utilização de equipamentos, visando aproveitar a mão de obra dos detentos. “Nosso objetivo é trabalhar a ressocialização dos ensinando um ofício que os presos possam utilizar quando saírem da instituição. A doação dos alimentos, que são orgânicos, será também muito bem aproveitada por instituições que necessitam”, expõe o superintendente do Senar, Clodoaldo Martins.
O Centro Penal Agroindustrial da Gameleira foi inaugurado em 10 de maio deste ano em substituição à antiga Colônia Penal Agrícola. A instituição acolhe presos com penalidades leves ou que já estejam finalizando o cumprimento de alguma pena. O Senar presta atendimento técnico para a implantação da horta orgânica e outras atividades no futuro. O novo local fica próximo ao anel rodoviário, entre a saída para Sidrolândia e São Paulo. São 100 hecteres ocupados pelo Centro Penal.
Camila Valderrama Simões
Sato Comunicação

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