Bailarinos, cantores, tocadores e fazedores de arte em geral se reúnem para cinco dias de festa. A diferença é que eles vêm de nove países diferentes para o Festival América do Sul, que começa hoje e vai até 1º de maio em Corumbá. A programação é tão vasta que está dividida entre teatro, música, artesanato, literatura, cinema e gastronomia.
Em sua oitava edição, o festival consolida uma identidade – marcada pela presença de artistas de rua, atrações nacionais de nome forte como Rita Lee e intercâmbio cultural com países imersos na cultura latina “Esse festival agora vem com uma marca mais sólida e mais forte de América do Sul”. A cada ano vem melhorando a infra-estrutura, a gente sabe que Corumbá sempre foi uma cidade onde predominou o turismo voltado para pesca, que não deixa de ser um turismo predatório”, comenta Américo Calheiros, presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
A programação de hoje começa às 9h. Confira:
Exposição Interativa Estação Natureza Pantanal
Local: Estação Natureza Pantanal – Fundação O Boticário
9h às 11:20h e das 14h às 17:20h.
Exposição: Passa no Museu que a arte te abraça
13h às 18h – Muhpan – Museu de História do Pantanal
I Festival Gastronômico Sabores das Américas
Aulas-show com degustações e renomados chef’s de cozinha do Brasil e
exterior
15h às 20h – Centro de Convenções do Pantanal
Abertura Feira dos Países e Feira de Artesanato
Mostra Internacional dos países: Paraguai, Bolivia, Chile, Equador,
Venezuela, Colômbia, Uruguai e Peru.
Mostra Brasil de Artesanato: artesanato de Mato Grosso do Sul, Goiás e
Paraíba.
Projeto Mãos que Criam – demonstrações de técnicas de artesanato com
artesões do MS, GO e PB.
20h – Pavilhão dos Países – Praça Generoso Ponce
Abertura da Galeria dos Homenageados
20h – Praça Generoso Ponce
Abertura das Exposições de Artes Plásticas
Intentos Fallidos (Tentativas) – Adriana Salazar (Colômbia)
Banco Central Del Condor (performance e exposição) – Ricardo Benain
(Venezuela)
Circulando em Outras Dimensões – Coord. Regina Carmona (Brasil)
20h – Casa Vasquez
Artes Cênicas nas Ruas
Intervenções Artísticas
Artistas de Rua
Classificação: Livre
Duração: 90 minutos
Sinopse: O Festival América do Sul traz para as ruas de Corumbá
apresentações artísticas das mais diferentes áreas. Mágicos, palhaços,
mímicos, músicos, entre outros, farão da rua o seu palco, alegrando os
transeuntes com muito bom humor.
19H – Praça Generoso Ponce
A Entrevista
A partir do texto de Rubem Fonseca
Grupo de Experimentos Teatrais – GET (Corumbá/MS)
Direção: Salim Haqzan
Classificação: 16 anos
Duração: 40 minutos
Sinopse: Baseado no gênero do cinema Francês (NOIR). É uma montagem onde os atores encenam praticamente no escuro, apenas uma penumbra revela os movimentos e parte do cenário. O público tem espaço limitado e sensações de claustrofobia onde é recebido em uma atmosfera de muito suspense. A peça conta a historia de uma retirante que vai do nordeste para o Rio de Janeiro fugindo do marido que havia lhe agredido após um desentendimento. Ela resolve mudar de vida e acaba tendo algumas surpresas com encontros e desencontros.
20h – Espaço Cênico – Teatro do Colégio Santa Tereza
Incontornáveis
Um Teatro de Incoerência e Horror
Grupo Mercado Cênico (Campo Grande/MS)
Direção: Vitor Hugo Samúdio
Classificação: 16 anos
Duração: 55 minutos
Sinopse: O espetáculo é o primeiro de uma série de três trabalhos que a companhia pretende montar. O objetivo da direção é estimular a reflexão, a elasticidade do pensamento e a compreensão; de forma cênica e social do espectador. “Incontornáveis” foi concebido através do processo de depoimentos e estímulos dos atores, buscando assuntos referentes às violências cotidianas: físicas e emocionais, psicológicas e sociais.
21h – Instituto Luiz de Albuquerque (ILA)
Palco das Américas
19h -Cerimônia de Abertura
20h – Especial do homenageado Benites
21h – Los Kjarkas
Los Kjarkas é uma banda tradicional de música andina da Bolívia, considerada a mais conhecida banda do gênero em todo o mundo. Fundada em 1965 na cidade de Capinota pelos irmãos Hermosa e Édgar Villarroel, o nome da banda tem origem na palavra quíchua qarka, que significa “força”. Uma de suas canções, Llorando se Fue (Chorando se foi), foi traduzida para diversos idiomas e alcançou sucesso internacional.
Fonte: Correio do Estado

