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Dourados
quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Nova operação policial leva presos na Uragano de volta à prisão

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Operação desencadeada na manhã desta sexta-feira (29), através do Ministério Público Estadual (MPE), com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e das policias Civil e Militar de Dourados, cumpre pelo menos quatro mandados de prisão – dois deles contra os ex-vereadores Sidlei Alves e Humberto Teixeira Júnior. Os outros dois são em desfavor de Rodrigo Terra, ex-assessor de Humberto Júnior, e Amilton Salinas, que foi diretor financeiro da Câmara Municipal por mais de dez anos.

A nova ação mira fraudes em empréstimos consignados praticadas pelos presos pela Polícia. Os ex-vereadores Sidlei Alves e Júnior Teixeira são acusados de contratar assessores para os gabinetes e realizarem empréstimos consignados de grande valor em nome dos funcionários comissionados, muitos deles “fantasmas”. Os valores dos desvios somariam ao menos R$ 170 mil.

Conforme denúncia do MPE, pessoas eram nomeadas pelo então presidente da Casa, Sidlei Alves, como servidores públicos no Legislativo douradense. O objetivo era que elas realizassem contratos de empréstimo consignado, cujo dinheiro iria para a organização criminosa, supostamente chefiada por Humberto Teixeira Júnior, segundo a denúncia entregue à Justiça.

Um funcionário da Câmara Municipal falsificava os holerites dos novos servidores com salários de R$ 1.080, mas com atestado de salários maiores, na faixa dos R$ 5 mil. Assim, conseguiriam empréstimos maiores no banco, chegando a valores de R$ 35 mil.

A Polícia realiza ainda mandados de busca e apreensão de documentos nas cidades de Fátima do Sul e Campo Grande.

Reincidentes

Com esta operação policial, os ex-parlamentares, Sidlei Alves e Humberto Teixeira Júnior, devem ser presos pela terceira vez em menos de três anos. Eles que ocupavam a presidência e 1ª secretaria da Casa de Leis, respectivamente, foram alvos de operações policiais como a Owari, Uragano e a desta sexta-feira (29).

Desde 2009 esses políticos têm tido seus nomes envolvidos em esquemas de corrupção, suspeitos de desvio de dinheiro público e pagamento de propinas, entre outras supostas ilicitudes. No ano passado, mesmo atrás das grades, o ex-presidente da Câmara chegou a receber 1.170 votos na campanha para deputado federal. Alves não conseguiu se eleger e depois de renunciar ao cargo de vereador voltou à liberdade.

Também envolvido em pelo menos três operações policiais nos últimos três anos, Junior Teixeira teve seu mandato de vereador cassado no dia 16 de março. Na ocasião, Teixeira chegou a pedir o afastamento dos vereadores Dirceu Longhi (PT) e Gino Ferreira (DEM) de sua sessão de julgamento, sob a alegação de que os dois parlamentares eram réus no mesmo processo que ele. (Abaixo fotos de Júnior Teixeira e Sidlei Alves)

Fonte: GD News

Momento em que a Polícia estava na Câmara - Foto: André Bento

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