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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Marisa diz que “é brincadeira” Haddad pedir mudanças na seleção de livros didáticos

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Brasília, DF – A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) reclamou da sugestão do Ministro Fernando Haddad de o Legislativo sugerir mudanças na gestão do MEC e no Programa Nacional do Livro Didático. “É brincadeira Ministro, o MEC tem técnicos para isso, nós parlamentares não temos esta função!”, reclamou durante audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, ocorrida nesta terça-feira (31). Haddad veio falar sobre a polêmica em torno dos livros didátic os.

O Ministro Haddad disse que o Programa Nacional do Livro Didático foi lançado por decreto e há dois anos está em consulta pública. “O que eu sugiro é institucionalizarmos o programa do livro por lei e daí viria a contribuição do Legislativo”.

Em seus questionamentos Marisa citou uma série de problemas recentes relacionados à educação. Para ela, fatos com o vazamento das provas do Enem, a suspensão da distribuição do kit homofobia, problemas de cadastro no Prouni; politização de livros didáticos; problemas de acesso ao Sisu; entre outros, demonstram desorganização. “Há talvez uma questão de gestão do Ministério da Educação. Talvez o órgão precise ser modernizado”, disse.

Livros didáticos

Em relação aos livros didáticos, Marisa discorda do conceito de “preconceito lingüístico”. Para ela, é inadmissível aceitar erros com a alegação de que a partir do errado, será ensinado o certo. “Essa é uma metodologia que não aceito. O que me dá um pouco de preocupação é um livro didático colocar uma forma errada de falar. Dentro da escola, defendo que a língua culta seja falada”.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o livro ‘Por uma vida melhor’, utilizado em escolas públicas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), não ensina a falar ou a escrever errado. Haddad disse que os exercícios contidos no livro pedem aos alunos que transformem frases escritas na linguagem popular para a norma culta, “ O livro parte de uma realidade comum ao aluno e traz o estudante para a norma culta”, disse.

Sobre a politização dos livros de história, Marisa questionou tópicos que destacam como positivo o governo Lula e ressalta pontos negativos da gestão de Fernando Henrique Cardoso. “Acredito que é difícil inserir no livro didático a história recente no país. O problema é deturpar a história com viés ideológico”.

Assessoria de imprensa

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