Costureiras e costureiros da Coopervesty – Cooperativa de Vestuário de Amambai – já estão iniciando a organização da produção têxtil.
Uma reunião realizada neste domingo, 5, na sede da Cooperativa, com o grupo de cooperados, começou a discutir e definir o processo de organização da produção. Participam da Coopervesty 21 cooperados, entre costureiras e costureiros. A produção consiste em roupa de mesa, cama e banho, chinelos bordados, lingerie, confecções adulto e infantil, masculina e feminina, artesanato e bordado em geral.
A Coopervesty foi fundada em 10 de janeiro de 2010. A partir desta data, foi dada sequência aos procedimentos legais da Cooperativa – registro municipal, estadual e federal. Atualmente, a Coopervesty já está cadastrada no CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas e possui também a licença municipal.
Para se associar à Coopervesty, é preciso ter afinidade com a produção, estar de acordo com estatuto, que inclui, entre outros pontos, efetuar o pagamento da mensalidade, e ter feito o curso de cooperativismo. Sueli da Rosa Vargas é a presidente da Coopervesty.
Para Joana Gonzatto, costureira há 30 anos, a Cooperativa vai facilitar sua produção. “Vai beneficiar muito, vai ficar mais fácil para comercializar a produção”, falou ela. Já a bordadeira de chinelos, Narcisa Aparecida Sanches Alvarenga, disse que “é um sonho que está sendo realizado porque sempre gostei de trabalhar por conta própria”.
Uma das coordenadoras da Coopervesty, Adélia Aparecida Pereira, avalia que “o desafio da Cooperativa é pensar coletivamente, unir a mesma força, o mesmo pensamento”. Segundo ela, a maior dificuldade está relacionada aos poucos recursos. A Cooperativa busca recursos para financiar a matéria prima da produção dos costureiros e das costureiras.
A Coopervesty nasceu do Movimento de Mulheres de Amambai, iniciativa que reunia mulheres de diferentes classes sociais para discutir o papel das mulheres na sociedade amambaiense. Entre as lutas levantadas pelo Movimento, o combate à violência às mulheres foi uma das principais. Essa ação culminou, inclusive, com a instalação de uma sala de atendimento às mulheres vítimas de violência na delegacia de Polícia Civil de Amambai. Hoje, a sala está fechada por motivos alheios aos interesses das mulheres. Uma segunda discussão foi a geração de trabalho e renda para as mulheres. Foi a partir desta necessidade, que surgiu a Coopervesty. “Por isso estamos aqui hoje”, diz Adélia.
A Coopervesty está localizada na Rua Rio Branco, esquina com a rua F, número 12, Residencial Pôr do Sol, telefone 9945.1871, e-mail [email protected].
Da Redação

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