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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Do castelo ao Pix: as muitas formas de troca ao longo da história

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Quem viaja pela Europa, normalmente, se deslumbra com os inúmeros castelos que existem no continente. Geralmente encarapitados no alto de um morro, e frequentemente próximo a um rio, essas fortalezas fascinam pelas histórias de antigos monarcas, batalhas ferozes, ascensão, glória e decadência. O que nem sempre se conta é que, na grande maioria das vezes, o castelo existia com uma função totalmente mundana: cobrar impostos.

A localização alta permitia avistar de longe a chegada de uma caravana comercial, fosse por terra, fosse por água. Os rios, aliás, eram as antigas estradas da época medieval, e um castelo em um morro ao lado de um grande curso d´água valia alguns milhões em taxas. Um barco comercial não teria outro caminho, nem outra alternativa a não ser pagar.

E pagar taxas não era necessariamente ruim. Na verdade, o pagamento garantia uma passagem segura, já que o dono do castelo espantava os ladrões dos arredores. E todos já ouvimos, ou vimos nos filmes, as histórias de assaltantes na floresta. Robin Hood que o diga.  

Os ataques não eram raros, e onde não havia um castelo para garantir a lei e a ordem, era necessário ter cuidado. Uma solução inventada pelos antigos venezianos foi criar um novo meio de troca. Em vez de carregar baús cheios de moedas, facilmente roubáveis, os mercadores trocavam sua riqueza por um papel assinado, que só poderia ser resgatado por eles mesmos. Essa operação era feira em uma banca, uma mesa de madeira, na praça do mercado. Nascia ali o sistema bancário.

Trocas multimodais

Desde as bancas venezianas até os dias de hoje, os bancos cresceram, se multiplicaram e se modernizaram. Principalmente nos últimos anos, com o advento da tecnologia. Antes do primeiro cartão bancário, criado há pouco mais de 50 anos, tudo ainda era feito na base do papel. Qualquer transferência de recursos dependia de um cheque, que após ser depositado ainda necessitava de um ou dois dias para ser validado. A pressa era inimiga da compensação.

Do castelo ao Pix: as muitas formas de troca ao longo da história

Com o desenvolvimento da tecnologia da informação, porém, tudo mudou. Atualmente, os processos de troca caminham a passos largos no ambiente virtual, com um mix de modalidades que inclui desde o famoso boleto (que ainda tem alguma relação com papel) até o moderno Pix, passando por cartões e carteiras eletrônicas de diversos tipos.  E essa miríade de opções de trocas por meio eletrônico pode ser observada, em especial, nas atividades online que requerem operações de troca constantes.

Tome como exemplo uma plataforma de entretenimento virtual, especificamente um site de poker online. Ela reúne dezenas de milhares de usuários de todo o mundo, reunidos em outros milhares de mesas virtuais. Os participantes fazem buy-ins constantes, e sempre há um vencedor que precisa ser pago. Mais ainda, ninguém cogita ficar esperando um cheque compensar para começar a se divertir. Todos querem o pay‘n play, ou seja, pagar e já jogar, instantânea e imediatamente. 

Com tudo isso, a demanda por meios de troca eficientes é enorme. E como cada país tem suas próprias peculiaridades quanto ao sistema, a página específica para saques e depósitos de um site de poker online muda de acordo com o país. No Brasil, ela inclui transferência bancária, boletos e Pix, além de cartões de crédito e diversas carteiras virtuais.

Os castelos do futuro

É difícil dizer até onde a tecnologia pode chegar, e quais serão os próximos passos no que diz respeito aos meios de troca. Foram “só” cinquenta anos desde que a revolução da informação começou, e em termos históricos isso é muito pouco tempo.  Será que surgirá algo ainda mais transformador?  O que será o correspondente aos castelos de antigamente no futuro?

Alguns candidatos já se apresentaram, como criptomoedas e NFTs, duas alternativas criadas na onda da Fintech, que é junção da tecnologia com as finanças. Se vingarão, ainda não se sabe. Por enquanto, outros modos de troca já caíram no gosto popular, como os pagamentos via Pix que, por sinal, estão sendo usados até mesmo para quitar impostos estaduais.  O Mato Grosso do Sul não fica na Europa, mas aparentemente já criou o seu castelo.

Fonte: divulgação

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