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domingo, 2 de agosto de 2026

Festa de São Cristóvão: 30 anos de tradição em família e na comunidade católica

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14/07/2011 13h15 – Atualizado em 14/07/2011 13h15

Viviane Viaut e Fernanda Moreira / Da Redação

Há 30 anos não existia asfalto na MS 156, entre Amambai e Tacuru; mas já existia a Parada do Bila, bem no acesso a Iguatemi pela estrada velha, no quilômetro 15 da rodovia. Naquele tempo, mais que hoje, muitos caminhoneiros paravam ali para almoçar antes de chegarem a Amambai. Conversa vai, conversa vem, falava-se da precariedade da estrada e sempre surgia o nome do santo São Cristóvão, padroeiro dos motoristas. Foi assim que nasceu a Capela de São Cristóvão, sendo que primeiro foi construído o oratório com a estátua do santo. Naquela época, o padre Bomfilho era o diretor espiritual dos católicos.

Quem conta essa história é Nelly Maria Moreschi, esposa de Avelino Vieira Soares, o Bila, ambos oriundos de famílias proprietárias de terras na região, proprietários da Parada do Bila e membros da Igreja Católica de Amambai.

Com a construção do oratório com a imagem de São Cristóvão, veio depois a Capela; e a família Moreschi Soares começou então a organizar todos os anos, no dia do padroeiro, 25 de julho, a festa para São Cristóvão que passou a reunir um grande número de fiéis. A tradição ganhou espaço na Revista 4 Rodas, a Parada do Bila é referência nacional.

30ª festa

Neste ano de 2011, acontece a 30ª Festa de São Cristóvão. A estátua do santo São Cristóvão, doada por José Barizon, continua lá. Um novo barracão, onde acontecerá a festa, deu lugar ao velho. Também está sendo iniciada a construção de mais um barracão, para acomodar melhor as pessoas, e uma nova capela está nos planos da comunidade. A área de dois hectares foi doada pela família Moreschi Soares à Diocese de Dourados, inclusive já foi escriturada.

“A satisfação que a gente tem é que o povo procura e quer a Festa de são Cristóvão”, diz Nelly. Ela diz que ideia da Capela surgiu também para reunir a comunidade da região. Uma vez por mês acontecem as missas e quinzenalmente as aulas de catequeses. Muitas comunhões já foram feitas na Capela que reúne cerca de 30 pessoas moradoras da região do Bila. “Sempre tivemos esta tendência de ajudar a comunidade”, diz Nelly.

Tradição e comunidade

Hoje, quem está a frente da organização da festa, junto com a comunidade da região, é um dos filhos do casal, o Avelino Vieira Soares Junior, o Bilinha. Os outros dois filhos, Eugênio Moreschi Soares e Juliano Moreschi Soares, o Júnior, também já estiveram à frente do evento. A tradição da família se mantém com os filhos e as noras, depois virá a vez dos netos.

Bilinha, que é presidente da comunidade da capela São Cristovão e catequista, explica que nos últimos anos a organização da festa estava sendo feita pela Igreja Matriz, mas que agora são os próprios membros da comunidade que estão envolvidos. “Antes era o pessoal da matriz que ia pra lá e organizava toda a festa, mas no ano passado e neste ano, quem está à frente somos nós da capela mesmo, desenvolvendo a festa com o nosso jeito”, conta Avelino Junior.

Missa, carreata, benção, torneio e bingo

Neste ano, a festa do padroeiro São Cristóvão acontece no dia 31 de julho, um domingo, na Capela São Cristóvão.

A festa tem início na Igreja Matriz Nossa Senhora Auxiliadora, com a missa às 8 horas da manhã. Logo após sairá a carreata em direção à capela do padroeiro, no Bila. Na chegada, haverá a benção dos veículos. A expectativa de público para a festa é entre 1.000 e 1.500 pessoas.

O torneio de futebol começa logo após a carreata e a premiação será uma novilha e troféus para os vencedores. Ao meio dia será servido o churrasco. O valor do churrasco varia entre R$ 15 e R$ 40 e deve ser escolhido na hora.
À tarde, haverá baile com a dupla amambaiense Julio e Jackceli e às 14 horas será feito o sorteio de prêmios, tendo como primeiro prêmio uma moto 0 km, uma TV 42’ como segundo prêmio e em terceiro, um micro-ondas. As cartelas para o sorteio estão sendo vendidas em vários pontos da cidade de Amambai e com o pessoal da capela. O valor é R$ 15,00.

Do valor arrecadado com a festa, 40% serão repassados para a Igreja Matriz e 60% ficarão na comunidade e serão investidos em melhorias físicas na capela, como a construção do galpão, da nova igreja e de um campo de futebol.

Para Bilinha, a festa é muito importante e resgata a cultura da região. “A festa é grande e mostra a tradição mesmo que começou com meus pais e é um sucesso até hoje, tanto que o pessoal chama de ‘Festa do Bila’, e neste ano nós estamos tentando retomar a programação que havia quando começou a festa”, diz ele.

Família Moreschi Soares: (E/D) Eugênio, Nelly, Bila, Bilinha e Juliano, 30 anos a frente da festa de São Cristóvão.

José Barizon e esposa, doadores da estátua de São Cristóvão.

Nelly com um dos grupos de catequisandos formados há anos.

Bilinha e sua mãe Nelly em entrega de premiação do torneio.

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