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domingo, 2 de agosto de 2026

16 de julho, Dia do Comerciante: história de progresso em Amambai

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15/07/2011 07h – Atualizado em 15/07/2011 07h

Fonte: Fernanda Moreira / Da Redação
Com edição de Viviane Viaut

Neste sábado, 16 de julho, é comemorado o dia do comércio, instituído pelo presidente do Senado Federal, João Café Filho, em 26 de outubro de 1953. A data, uma homenagem ao comércio, é comemorada no dia em que nasceu o Visconde de Cayru – José da Silva Lisboa.

Dos mascates aos pequenos e médios comerciantes, e destes aos grandes conglomerados econômicos, a história do comércio foi marcada pela criatividade humana, pelo fascínio do consumismo e pelas tentativas em atendê-lo. Desta maneira, milhares de pessoas, físicas ou jurídicas, veem-se envolvidas, diariamente, direta ou indiretamente, em transações mercantis.

Vários aspectos da economia se misturam na arte do comércio, pois é com o avento do comércio que a cidade cresce, buscando cada vez mais ramos para se desenvolver. A geração de empregos e renda também fazem dos estabelecimentos comerciais a ocupação, o “ganha pão” e a vida de muita gente.

História de 52 anos de comércio em Amambai

Em Amambai, um exemplo de vida dedicada ao comércio é Nery Vieira, 83. Ele mora em Amambai desde 1959, quando veio de Paranhos e estabeleceu sua loja, a Eleviva. No começo, comercializava um pouco de tudo, desde ferragens a alimentos. “Nasci e fui criado em Paranhos, casei lá e depois, com meus filhos pequenos que precisavam estudar, mudei para Amambai. A cidade era pequena, as casas eram espalhadas, não havia muita coisa, e eu que sempre lidei com comércio, abri minha loja e até hoje estou aqui”, conta ele.

A loja passou por várias fases, mas nunca fechou as portas. “Já trabalhei com secos e molhados, depois eletrodomésticos, depois ferragens, e assim é até agora. Nunca mudei o nome da loja (Eleviva), e sempre foi nesse mesmo lugar também (Av. Pedro Manvailer). Eu sou o comerciante mais antigo da cidade, tive muitos altos e baixos, mas é assim que a vida de comerciante funciona”, diz ele.

Seu Nery tem o jeito simples, fala calma e conta que a cidade cresceu rápido, mas que os clientes são fieis. “Eu vejo muita gente começar seu empreendimento na base da aventura, mas depois não dá certo e muda de ramo, ou desiste. Concorrência eu sempre tive, e acho muito bom porque o sol nasce pra todo mundo; nós sempre trabalhamos da mesma forma e estamos aqui”, conta ele. “A cidade cresceu muito ligeiro, se desenvolveu demais dos anos 80 pra cá com a vinda do pessoal do sul, a agropecuária é o começo de tudo; hoje a cidade é desenvolvida, muito boa pra se morar”, diz o comerciante.

Ele conta ainda que todos os seis filhos foram criados com o dinheiro ganho com a casa de ferragens. “Criei os filhos com o dinheiro ganho aqui, hoje cada um trabalha com o que gosta”, diz seu Nery que acha que hoje em dia o comércio é mais rápido, mas também menos produtivo. “No tempo que eu comecei, o comércio era mais lucrativo, hoje tudo é mais rápido, mas o lucro é reduzido, há muito gasto”, conta ele.

O comércio em Amambai

Segundo o secretário de Indústria e Comércio de Amambai, José Aguiar, a cidade tem muito a oferecer na questão comercial. “Amambai tem muito campo na área de prestação de serviços, como a mecânica, metalurgia, que foi um dos ramos que mais cresceram do ano passado pra cá, cerca de 6%”, diz Aguiar.

No quesito comércio, não somente as lojas que praticam a compra e venda se enquadram como estabelecimento comercial; também as indústrias e prestadores de serviços que recolham o ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) já são considerados comércios. Hoje a cidade possui cerca de 1500 a 1600 comércios.

Para Aguiar, são vários os fatores que dificultam a vinda de novos empreendimentos para a cidade, como carga tributária do estado do MS, que é uma das maiores do Brasil, e o valor da energia elétrica, por exemplo. “A questão das estradas também atrapalha quanto à conservação delas, mesmo assim, Amambai é bem servida de estradas, pois temos acesso a várias cidades ao redor”, explica ele. Além disso, o fato de ser região de fronteira e enfrentar problemas com demarcações indígenas deixa os empresários receosos. “Quando um empresário traz seu empreendimento para Amambai, pode ficar apreensivo quanto à questão indígena e o fato de estarmos em uma região de fronteira, potencialmente perigosa”, diz Aguiar.

Existem pontos positivos que precisam ser explorados e que podem tornar Amambai um ponto de referência no setor comercial. Entre eles, tem o fato da cidade estar localizada no centro do cone sul do Estado, possuindo acesso às cidades da região, haver demanda de matérias primas, principalmente na agropecuária, e ter opção de mão de obra.

Pela sua localização geográfica, o município é polo na região sul do Mato Grosso do Sul. Na cidade, além das atividades comerciais, se concentram outras relacionadas às áreas agroindustriais, da educação, da saúde e do setor de prestação de serviço. Populações de municípios vizinhos, como Cel. Sapucaia, Aral Moreira, Paranhos, Sete Quedas e Tacuru, se utilizam dos serviços e comércio oferecidos em Amambai. Sem falar das comunidades rurais, indígenas e dos Assentamentos Guanabara e Sebastião Rosa Paz.

Nery Vieira, comerciante há 52 anos em Amambai.

Fachada loja Eleviva.

Amambai possui acesso às cidades da região, tem demanda de matérias primas, principalmente na agropecuária, e opção de mão de obra. Tudo isso favorece o comércio local.

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