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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Agricultores de MS já colheram 10% do milho safrinha

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27/07/2011 08h26 – Atualizado em 27/07/2011 08h26

Acrissul

A colheita do milho safrinha avança na região da grande Dourados. Pelo menos 10% da área já foi colhida, segundo estimativa preliminar do GPP (Grupo Plantio na Palha). Este milho que sai agora do campo foi aquele plantado no início da safra, em meados de fevereiro. “Esse ainda é o milho melhor, mas que sofreu um pouco com a seca”, afirma o engenheiro agrônomo e presidente do GPP, Ângelo Ximenes.

Segundo o engenheiro, a média nessas propriedades vem sendo de 60 sacas por hectare. A chuva que atingiu a região na semana passada, não chegou a atrapalhar o andamento da colheita.

“Segurou um pouco, mas nada que atrapalhe de forma considerável. A maioria dos produtores vai começar a colher a partir da semana que vem”, afirma o presidente o GPP. O cenário está diferente do ano passado quando praticamente todas as lavouras já estavam colhidas na segunda quinzena de julho. No entanto, com o atraso na colheita da soja, por conta das fortes chuvas que atingiram Mato Grosso do Sul no final de fevereiro, o plantio do milho também atrasou e por conseqüência a colheita da safrinha.

“Daqui pra frente vai só aumentando a colheita. Ainda está muito no início. Só mais pra frente vamos conseguir ter uma noção maior de como estão ficando as perdas dessa safra. Mas, algumas propriedades já apresentam quebras maiores do que era esperado”, disse Bruno Tomasini, presidente da Aeagran (Associação do Engenheiros Agônomos da Grande Dourados).

A maior parte das lavouras foi plantada fora do período estipulado pelo zoneamento agrícola, que este ano foi prorrogado para o dia 20 de março. Só em Dourados o IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística) estima que dos 90 mil hectares, 45 mil tenham sido plantados depois do prazo.

Esta parcela tardia é a mais suscetível aos adventos climáticos como a seca, que no município passou de 30 dias, e as geadas que chegaram a causar perdas de até 30% durante a safra. “Existem áreas que sofreram com as geadas em que os produtores já têm certeza de que não vai aproveitar nada, então já estão soltando o gado, por exemplo,”, afirma Tomasini.

A preocupação dos produtores é maior com as áreas que estão para ser colhidas. A Fundação MS, entidade de pesquisa agropecuária do Estado, chegou a estimar um prejuízo de R$ 200 milhões em Mato Grosso do Sul nesta safra, por conseqüência da seca e da geada. Segundo a Fundação, foram afetados 300 mil hectares de milho safrinha plantados no centro-sul do Estado, sendo as cidades mais atingidas Dourados, Rio Brilhante, Sidrolândia e Aral Moreira.

Maior parte da safra será colhida em agosto

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