23/08/2011 16h12 – Atualizado em 23/08/2011 16h12
Da Redação
A campanha de vacinação antirrábica, que visa imunizar cães e gatos contra a raiva, além de outras doenças que podem atingir esses bichos de estimação, acontecerá somente no mês de outubro em Amambai. Normalmente, a campanha é realizada no mês de agosto.
Segundo a coordenadora da Vigilância Sanitária do município, Geise de Oliveira Gonçalves, o dia ‘D’ da vacinação estava previsto nacionalmente para 25 de setembro. Porém, em Amambai e outros municípios da região, a data não está determinada. “A data não está definida, pois segundo o Ministério da Saúde as vacinas para a Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina chegarão somente em outubro de 2011.
Houve um atraso em decorrência da vacina que será utilizada na campanha estar sendo produzida fora do país em virtude dos laboratórios nacionais não terem capacidade de produção do volume necessário para o país”, disse a coordenadora.
Geise disse ainda que não há um número exato de quantos animais precisam ser vacinados na campanha, já que as metas são estipuladas baseando-se no número de animais imunizados no ano anterior. Mas em 2010 houve problemas na campanha e a vacinação foi suspensa em todo o país.
A vacinação tem início na área urbana e se estende até a área rural após o dia ‘D’ da campanha. “Nós contamos com o apoio do 17º RC Mec de Amambai na campanha e no ano passado foram ao todo 54 pessoas trabalhando na vacinação, primeiro na área urbana e depois na área rural, onde nós vamos até a localidade” diz a coordenadora.
“Assim que as vacinas chegarem a todos os municípios serão avisados para que organizem suas respectivas campanhas. Lembrando que cada município terá autonomia de escolher uma data mais propícia para realizar o dia ‘D’ da campanha, sendo que os municípios de uma mesma região devem ter o cuidado de escolherem a mesma data para auxiliar na divulgação da campanha”, finaliza Geise.
Veja abaixo, em anexo, a nota técnica emitida pelo Conasems (Conselho nacional de Secretarias Municipais de Saúde) em março deste ano sobre a vacinação antirrábica.
Saiba mais ….
Raiva humana coloca autoridades de saúde em alerta
A raiva é uma doença transmitida principalmente por cães, gatos e morcegos. Quando a raiva é transmitida ao homem, é quase sempre letal. A transmissão da doença acontece quando o vírus, presente na saliva do animal infectado, penetra no organismo, através da pele ou mucosas. Isso pode acontecer por meio de mordidas, arranhões, lambidas ou pelo contato com a mucosa dos animais contaminados. No meio rural, o morcego do tipo hematófago, que se alimenta de sangue, é o maior transmissor da doença para humanos, bovinos, eqüinos, suínos e macacos.
Quando os sintomas da raiva se manifestam em humanos, é quase impossível tratar e curar. Todo o tratamento tem que ser feito durante o período de incubação da doença, no prazo de dez dias a dois meses após a agressão. Qualquer pessoa que for mordida por um animal silvestre deve, imediatamente, procurar atendimento em uma unidade de saúde mais próxima, para ser medicada.
Como evitar
Além da vacinação dos animais domésticos, você pode procurar a secretaria de saúde do município para capturar os animais de rua, que podem portar a doença. Nas cidades, caso você perceba a presença de morcegos, deve-se notificar o departamento de zoonoses. Algumas medidas simples podem diminuir o contato com animais portadores da doença. Por exemplo, deve-se iluminar as áreas externas das casas, colocar telas nas janelas, portas e buracos. Fechar os porões, cômodos poucos utilizados ou que permitam o alojamento desses animais. Os morcegos utilizam também, como moradia, os forros do telhado, garagens, casas de máquinas de elevadores, caixas de persianas, edifícios abandonados, copas e troncos ocos de árvores.
Como tratar
Lavar imediatamente o local com muita água e sabão ou detergente e em seguida passar álcool. Quanto mais rápido a ferida é lavada, melhor é a eliminação do vírus do local afetado. Em seguida, deve-se procurar imediatamente um posto de saúde para orientação e tratamento preventivos contra a raiva. O mais indicado às pessoas que vivem o risco de agressão por morcegos é a vacina anti-rábica após a mordida. Entretanto, em algumas situações de surto, por exemplo, a imunização pode ser feita antes das agressões. É importante que diante de uma agressão, saibam-se dados sobre o animal, se ele teve contato com outros animais, e, principalmente, se a agressão ocorreu após animal ter sido incomodado retirado o alimento, acordado subitamente, etc. Uma vez havendo uma causa justificável para a agressão, a raiva passa a ser pouco provável. Após a agressão, o tratamento mais indicado é soro e a vacina antes que a doença faça progressão para o sistema nervoso.
Quais os sintomas
O primeiro sintoma é febre pouco intensa (38º) acompanhada de dor de cabeça e depressão. Em seguida, a temperatura torna-se mais elevada, indo de 40º a 42º acompanhada de mal-estar, formigamento, perda de sensibilidade no local agredido e náuseas. Durante três dias, em média, a vítima fica inquieta e agitada. No período de extrema excitação, ela pode apresentar ataques de terror e depressão, tendência à gritaria e agressividade, com acessos de fúria, acompanhados de alucinações visuais e auditivas, além de baba e delírio.
No próximo estágio da evolução da doença, o i nfectado torna-se hidrófobo e não consegue beber água, sofre espasmos (contração involuntária e não ritmada do músculo) dolorosos na laringe e faringe e passa a respirar e engolir com dificuldade. Os espasmos estendem-se a outros músculos depois. Nota-se a paralisia flácida da face, tronco, extremidades dos membros, língua, músculos da deglutição e oculares. A raiva lesa o sistema nervoso central e leva à morte o infectado após sua curta evolução .
Em caso de cão raivoso, há uma mudança comportamental que chama bastante a atenção. Um cão dócil começa a atacar todas as pessoas sem motivo, rejeita inclusive a alimentação. Começa também a se esconder, parece desatento e, às vezes, não atende ao próprio dono.

