09/09/2011 13h27 – Atualizado em 09/09/2011 13h27
Uems
Uma dinâmica proposta pelos professores Emerson Canato e Maria de Fátima Grassi surpreendeu os alunos da Segunda Licenciatura em Física da UEMS. Os estudantes simularam passar por situações práticas do cotidiano escolar sem contar com alguma capacidade física como enxergar, ouvir ou andar.
A ação desenvolvida parte do princípio de que, antes de se iniciar um trabalho inclusivo com alunos com necessidades educacionais especiais, em classes comuns do sistema regular de ensino, é necessário que seja feito um preparo dos demais alunos para a convivência harmoniosa na diversidade, enfatizando a importância das diferenças entre indivíduos de maneira geral.
Para o professor Canato só o fato da integração de crianças com deficiência na escola ser um direito garantido pela Constituição Federal não basta para que a inclusão seja eficiente. Canato reforça a necessidade de que toda a comunidade escolar participe do processo do inclusão, “que é mais complexo do que somente inserir a criança com deficiência, fisicamente, numa sala de aula comum”, diz o professor.
A mesma dinâmica já havia sido trabalhada na UEMS, com a doutora em Pedagogia Amélia Leite que, na época chefiava a Divisão de Inclusão e Diversidade da Universidade. O objetivo é estimular os professores a promoverem atividades de simulação para crianças consideradas normais, para que aprendam o que é viver com uma deficiência.

