30/09/2011 14h34 – Atualizado em 30/09/2011 14h34
Fonte:Jornal Gran Dourados
Djalma Barros, ex-deputado estadual, ex-vereador e pai do vereador Marcelo Barros (DEM), que teve o nome envolvido na Operação Uragano em Dourados criticou o Ministério Público Estadual e o presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa, no blog que mantém na Internet.
Djalma deu a entender que o Ministério Público Estadual critica ações ambientais de empresas no município, porém, não cuida do próprio espaço que mantém em uma chácara onde funciona a Associação dos promotores do MPE, que segundo Djalma foi desmatada pelos representantes públicos.
As críticas dele foram direcionadas principalmente ao promotor do meio ambiente Paulo Cesar Zeni, que Djalma disse estar “brincando com a população e a imprensa de Dourados”, se referindo à defesa que o promotor vem fazendo em relação à figueira da Weimar, condenada à morte e ocupada por estudantes contrários à medida, desde a segunda-feira passada.
“Denunciei ao próprio MPE (que aliás até agora não tomou nenhuma providência) sobre o desmatamento da fazenda “COQUEIRO” onde está situada a sede da Associação do MPE-MS, e dizia no meu blog, que somente os proprietários, agricultores muitas vezes ignorando a Lei, é punido por uma derrubada de árvore, ou uma limpeza na beira de córregos. Esse tipo de “crime” é denunciado e publicado, mas o maior crime cometido em Dourados em área de preservação de RESERVA NATURAL, não pôde ser publicado” cutucou o blogueiro.
Barbosinha
Quanto ao presidente da Sanesul, Djalma disse que ele arrecada dinheiro aqui e o investe em Campo Grande, onde outra empresa (Águas Guariroba) é quem opera o sistema de abastecimento.
“O presidente da SANESUL, José Carlos Barbosa, se realmente quisesse bem a Dourados, deveria ter construído e mudado a sede e a direção daquele órgão para Dourados”, disse ele.
Nos cálculos de Barros, o município corresponde por 70% da arrecadação da empresa no Estado e na opinião dele não há porque a Sanesul ter sede na capital, onde estariam empregados, segundo ele, aproximadamente 400 pessoas.
“E o presidente nosso irmão “douradense” Barbosinha, adquiriu um prédio para ser a Sede daquela autarquia na cidade morena, que nada tem haver com a nossa empresa de água do MS”, criticou.
Djalma acusa ainda a empresa de pagar salários que variam de R$ 3 mil à R$ 18 mil para os funcionários da capital.
Outro lado
No Ministério Público Estadual o promotor Zeni estava em reunião por conta dos protestos contra o corte da figueira centenária e na Sanesul coube à Assessoria de Imprensa da Instituição dar a versão dela.
A reportagem do Jornal Gran Dourados perguntou qual a média salarial, quantos funcionários trabalhavam na capital e o posicionamento da empresa referente à critica sobre a sede ser em Campo Grande. Para as duas primeiras perguntas a Sanesul pediu mais tempo para responder, mas, adiantou que sobre o salário estava errado o valor. Já sobre a sede, informou que trata-se de uma questão logística, onde a empresa está à no máximo 400 km do ponto mais distante do Estado, uma vez que ainda atende 78 municípios do Mato Grosso do Sul.
A assessoria informou que seria conveniente para Dourados ter a sede da empresa no município, porém, seria ruim para o restante do Estado. Disse também, que na capital concentram-se as equipes de manutenção, a gerência administrativa e os laboratórios de análise.
Além de repassar as informações, a assessoria, por meio do funcionário Paulo Gomes, tentou evitar a publicação da matéria, dizendo que o que Djalma escreveu não correspondia com a verdade e insinuando que o Jornal Gran Dourados estaria a serviço de algum grupo político e sendo usado pelo ex-deputado como palanque. Tentou ainda desmerecer o conteúdo mesmo sem tê-lo lido e por pelo menos três vezes deu a entender que o material não merecia ser publicado.
A Sanesul foi a terceira empresa que mais deu lucro no Estado no ano passado, R$ 224 milhões. Só perdeu para a Enersul (R$ 1,6 bilhão) e para a Copasul de Naviraí (R$ 300 milhões).
Nota da Redação
A redação do Jornal Gran Dourados lamenta o ocorrido e esclarece que não está nem á serviço de Barros e nem a serviço da Sanesul. Na verdade a redação não pode é impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias, conforme Código de Ética dos Jornalistas, portanto optou a dar voz aos dois lados envolvidos para que o leitor decida em quem acreditar.

